Feche os olhos, cavaleiro. O que vê?
— Capitão, meu capitão... Eu não vejo nada.
Cavaleiro, o que é o nada? O que determina que o nada seja, de fato, nada?
— Capitão, meu capitão... O nada é simplesmente nada. Não pode ser alguma coisa.
Cavaleiro... O nada é algo. E, se o nada é algo, então já não pode ser nada.
Assim nasce um paradoxo sem fim: Algo que só existe quando não é coisa alguma, e que deixa de ser nada no instante em que tentamos defini-lo.
Afinal, quem pode determinar o que é o nada? Quem pode afirmar que ele é realmente nada?
Talvez esse seja o maior retrato da mente dos tolos: É algo... Mas algo como nada.