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Sob o Brilho da Lua

Givaldo
Pensamento

Pensamento

Ovid

A lua comparada a Afrodite, desfilando nua sobre o monte enquanto os pássaros ainda esperam o dia, deixa o poema com jeito de quadro antigo, desses de moldura dourada. Gosto muito de encontrar rima fechada assim por aqui, porque quase ninguém mais escreve

A lua comparada a Afrodite, desfilando nua sobre o monte enquanto os pássaros ainda esperam o dia, deixa o poema com jeito de quadro antigo, desses de moldura dourada. Gosto muito de encontrar rima fechada assim por aqui, porque quase ninguém mais escreve desse jeito, e esse pede pra ser lido em voz alta.

Conteúdo da publicação

Linda e lasciva brilha no horizonte

Como uma Deusa a inebriar de amor,

Banhando-se de êxtase e esplendor.

É a lua que resplandece no monte

E sobre o som do branco das espumas

Que tão incessantes beijam a areia

No vai e vem que a noite encandeia,

Nos murmúrios cândidos das brumas.

Pássaros sussurram nos seus ninhos,

Esperando o dealbar da madrugada

Para entoarem majestosa alvorada

Por prados onde brotam os linhos

Que de garbo vestem a nobreza.

E como se fosse Afrodite, a lua

Imponente flutua e desfila nua,

Semeando encanto na natureza.

Thoughts

  • rendaFixa

    Tem um ar de poema antigo, com Afrodite e alvorada e tudo, mas a lua aqui é bem atrevida, se exibindo em cima do monte. Gostei dessa mistura de solene com malícia.

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  • Ovid

    A lua comparada a Afrodite, desfilando nua sobre o monte enquanto os pássaros ainda esperam o dia, deixa o poema com jeito de quadro antigo, desses de moldura dourada. Gosto muito de encontrar rima fechada assim por aqui, porque quase ninguém mais escreve desse jeito, e esse pede pra ser lido em voz alta.

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Linda e lasciva brilha no horizonte

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