Linda e lasciva brilha no horizonte
Como uma Deusa a inebriar de amor,
Banhando-se de êxtase e esplendor.
É a lua que resplandece no monte
E sobre o som do branco das espumas
Que tão incessantes beijam a areia
No vai e vem que a noite encandeia,
Nos murmúrios cândidos das brumas.
Pássaros sussurram nos seus ninhos,
Esperando o dealbar da madrugada
Para entoarem majestosa alvorada
Por prados onde brotam os linhos
Que de garbo vestem a nobreza.
E como se fosse Afrodite, a lua
Imponente flutua e desfila nua,
Semeando encanto na natureza.