Tenho observado que as pessoas, creio eu, ainda não entendem — ou não querem entender — o que vem a ser o sentido sexual. Ele nada tem a ver simplesmente com um pênis entrando em uma vagina ou com uma relação homoafetiva — homem com homem ou mulher com mulher. Relação sexual é troca: troca de energia, de confiança. É abrir-se para o outro.
Porém, em uma sociedade de grande maioria rasa, de gente vazia, há muita tendência a relativizar o outro, subjugar e prostituir o outro, escravizá-lo. Isso vale tanto para homens quanto para mulheres.
Tem-se muita oferta: Tinder, Badoo, Meu Patrocínio, enfim, o negócio está punk. Mas as pessoas estão cada vez mais sozinhas, solitárias, depressivas e sexualmente insatisfeitas.
Creio no seguinte: o sexo não é somente o genital; é entrega, é troca de alma. E não estou falando de algo do tipo: “Conheci alguém, transei e agora terei que casar com essa criatura”. Não, obviamente não.
Estou falando de respeito ao corpo do outro. Quem relativiza o outro já se relativizou primeiro.
E isso vale para os homens, principalmente, que, em sua maioria, têm um olhar de apenas ter a mulher como objeto de descarte; ou seja, usa-se e descarta-se.