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RELO DE PIPA

RicardoC

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RELO DE PIPA

Menino empina pipa em sol a pino,
Que alta se solta e salta ao léu: 
Na hipérbole da linha, chega ao céu 
Enquanto o vento a põe em desatino.

E o poeta só de ver se vê menino,
Andando, tal-e-qual, de déu em déu.
A ver, colore em versos no papel
O brinquedo d'aquele pequenino.

O vento leva pipa e poeta além.
Mais pipas vêm no relo de cerol
Encher de cor o céu de encontro ao sol.

O tempo não passou… Brinca também:
— “Descarrega!...” — E  lá se vai a rabiola
Feito ave de papel, barbante e cola…

Betim - 07 10 1992


Thoughts

  • earaujo19

    Rabiola de sacola de mercado e cola de farinha, era assim que a gente fazia. Cerol minha mãe nem deixava chegar perto.

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