RÉQUIEM
— "Bardos, silenciai os alaúdes!
Elevai os lamentos mais atrozes.
Sede do limbo, enfim, as graves vozes
Que ecoam através dos ataúdes..."
"Vós, que me profanais as solitudes
Com cânticos aflitos e ferozes,
Ora sede a meus versos virtuoses
Se n'eles recordais minhas virtudes..."
"Levai em procissão o largo canto,
Que não pertence a mim, antes a vós,
Dados que sois ao riso como ao pranto."
"Vosso cantar conserve a minha voz!
Que esse réquiem soe como acalanto
Até meu canto ser de todos nós!..."
Belo Horizonte - 01 02 1996