Seu nome à tinta china estava escrito
Na carta que ficou por remeter…
Letras que pareciam m’envolver
N'um amor tão ingênuo que bonito.
Foram meses seguindo o velho rito,
De amizade tornada bem-querer.
Amava em silêncio a não perder
Fosse o que fosse aquele enleio aflito.
Esta carta esquecida na gaveta,
Revejo a recordar a hora inquieta
Em meio a decepções e outras agruras.
E o nome que restou feito feitiço,
— Não por desencantado; longe d'isso!… —
Leio mesmo riscado de rasuras.
Belo Horizonte – 01 11 1991