Estende-se pela espaldeira
E exubera frondosos ramos,
Dando os frutos que buscamos.
Sagra a videira verdadeira
O viticultor na lavra infinda
Que corta ramos vegetativos
E limpa os que são produtivos
Para que mais produzam ainda.
Os brotos que são cortados
Por falta de produção,
Durante sua ascensão,
No fogo serão lançados,
Ao serem desidratados.
Ainda sob o jugo da dor
Urge espargir mais amor
Sobre o fardo dos pecados.
Ele foi levando a sua cruz
Para que fosse crucificado
Cheio de amor e resignado.
O sangue e o suor de Jesus
Salpicaram sobre as flores
Estendidas no caminho
Onde o pássaro em seu ninho
Chorava diante das dores.