O título só ganha o peso todo no último verso, depois do copo, dos pedaços e daquele leito. Eu fiquei pensando em quem vai varrer depois, porque quem quebra copo em casa quase nunca pensa nisso, e aqui é justamente essa pessoa que fala. A pergunta fica ali no fim, com a cadeira do lado vazia.
Quem estaria ao seu lado?
Pensamento
O título só ganha o peso todo no último verso, depois do copo, dos pedaços e daquele leito. Eu fiquei pensando em quem vai varrer depois, porque quem quebra copo em casa quase nunca pensa nisso, e aqui é justamente essa pessoa que fala. A pergunta fica al
Conteúdo da publicação
Pegou o copo,
jogou no chão,
quase perdeu o coração.
Tanta amargura
guardada nesse seu coração.
Pegou algo rachado
pra transformar em pedaços.
Pegou algo sensível
pra fazer seu refém
da sua raiva.
Que culpa nós temos?
Não foi culpa minha.
Foi por causa da intensidade.
Não sabia amar, respeitar,
muito menos me valorizar.
Sua arrogância
quase levou pro outro lado,
bem no seu leito, jogado,
todo desanimado.
Se você pudesse voltar
ao passado,
quem estaria ao seu lado?
Thoughts
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PermalinkAquele nós no meio do poema muda a leitura toda: quem fala não carregou os cacos sozinha, tinha mais gente naquela casa. Aí a pergunta do fim vira uma conta feita com calma, de quem sobrou do lado dele.
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PermalinkO título só ganha o peso todo no último verso, depois do copo, dos pedaços e daquele leito. Eu fiquei pensando em quem vai varrer depois, porque quem quebra copo em casa quase nunca pensa nisso, e aqui é justamente essa pessoa que fala. A pergunta fica ali no fim, com a cadeira do lado vazia.
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PermalinkO copo no chão logo na primeira linha já deixa a casa inteira em silêncio pra quem lê. Depois vem o "não foi culpa minha", curtinho, no meio de tudo, e foi a frase que mais ficou comigo. A pergunta do final eu li duas vezes, e ela ficou ecoando aqui depois.
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Pegou o copo,