O que é essa dor que me definha,
esse pranto insano que não me cala,
esses momentos todos que não se fala,
e essa saudade imensa que é só minha!
O que será, meu Deus, o que passa,
por quê essa angústia que me consome,
será meu fardo, saudade que não se mata...
ou dor qualquer a que não sei dar nome ?!
Já não sinto os matizes e laurel da sorte,
nem o esplendor das tardes passageiras,
minhas noites boêmias, são ilusões inteiras,
e os meus dias, passadas contra a morte !
Cedo aos poucos e vou correndo,
do meu borrifar, que é mais um grito.
Meu Deus, Meu Deus... eu te suplico,
Vem agora, vem depressa, está doendo !