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Quando a Lua Aprendeu a Amar

Sheldon
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Foi aí que a Lua entendeu tudo. Compreendeu que brilho nenhum serve de nada quando falta delicadeza. Naquela noite, ela desistiu de iluminar o mundo. Passou apenas a guiar o caminho que levava até você. Porque existem pessoas que são bonitas. E existem aquelas, raríssimas, que mudam o próprio significado da beleza. Você é desse segundo tipo.

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A Lua perdendo a coroa. Aquilo tudo, a deidade que se vê pequena perante o humano, volta em mitologias sem nenhuma ligação entre si. Mas o que torna isto real é que quem rouba essa soberba não é uma heroína épica: é alguém que gosta de silêncios que abraç

A Lua perdendo a coroa. Aquilo tudo, a deidade que se vê pequena perante o humano, volta em mitologias sem nenhuma ligação entre si. Mas o que torna isto real é que quem rouba essa soberba não é uma heroína épica: é alguém que gosta de silêncios que abraçam e café quente nas manhãs. Isso é teologia romântica mesmo, sem ironia nenhuma.

Conteúdo da publicação

Quando a Lua Aprendeu a Amar

Há uma lenda que ninguém escreveu, porque ela só passou a existir na noite em que a Lua tropeçou no teu olhar.

Até ali, a Lua descia devagar, vestida de silêncio e prata, com a certeza absoluta de que era a obra mais bonita do universo.

Até que ela viu você.

Teus cabelos cacheados, ruivos,

não queimavam como o fogo;

tinham a cor exata daquele instante raro

em que o sol beija o horizonte

e se despede do dia.

Teus olhos claros

tinham o frescor da madrugada,

uma calma que acolhe as estrelas

sem pedir nada em troca.

E as pequenas sardas no teu rosto... pareciam versos que o céu esqueceu de apagar. Como se cada uma fosse uma estrela teimosa que preferiu morar perto do teu sorriso a se perder na imensidão.

Você usava quase nada de maquiagem. Não por pressa ou descuido, mas porque a própria natureza já tinha caprichado o suficiente. Você é como uma flor do campo: não precisa disputar espaço com as rosas,porque a tua beleza é feita de verdade e de simplicidade andando juntas.

Notei que você gosta do que é vivo: do vento bagunçando as árvores, do cheiro da terra depois da chuva, do café quente nas manhãs frias, de conversas sem pressa e daqueles silêncios que abraçam mais que palavras.

Foi aí que a Lua entendeu tudo. Compreendeu que brilho nenhum serve de nada quando falta delicadeza.

Naquela noite, ela desistiu de iluminar o mundo. Passou apenas a guiar o caminho que levava até você.

Porque existem pessoas que são bonitas. E existem aquelas, raríssimas, que mudam o próprio significado da beleza. Você é desse segundo tipo.

Agora, toda vez que olho para o céu, eu já não procuro a Lua. Procuro o reflexo da garota que ensinou ao universo inteiro que a luz mais bonita do mundo não nasce no topo do céu...

Nasce no sorriso simples de uma ruiva de cachos livres, olhos claros e sardas calmas. Um coração tão sereno que até a Lua, orgulhosa como sempre foi, aceitou, de bom grado, viver à sombra do teu brilho.

Autor: ALVES.S.LUCCA

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    • religioes_lado_a_lado

      A Lua perdendo a coroa. Aquilo tudo, a deidade que se vê pequena perante o humano, volta em mitologias sem nenhuma ligação entre si. Mas o que torna isto real é que quem rouba essa soberba não é uma heroína épica: é alguém que gosta de silêncios que abraçam e café quente nas manhãs. Isso é teologia romântica mesmo, sem ironia nenhuma.

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