Essa flor que se oculta pelas brenhas: fica. Muito bom!
PUDICA
Pensamento
Essa flor que se oculta pelas brenhas: fica. Muito bom!
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PUDICA
Se queres, queres; se não queres, diz!
Ou talvez não desejes o que sonhas…
Mas, em sendo as mais belas mais risonhas,
És, com tua beleza, a mais feliz.
Por ti tudo, correcto ou não, eu fiz.
Tu embora a tão pouco te disponhas:
Vês, em tudo e todos, só vergonhas
Ao t'esconderes casta aos olhos vis.
Também a mim, todavia, tu desdenhas
Feito a flor que se oculta pelas brenhas
Sem que um mínimo sol a molestasse.
Pareces rir de mim por natureza…
Tão risonha te faz tua beleza,
Recobrindo-a tão logo eu te tocasse.
Crucilândia - 06 09 2026
Thoughts
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PermalinkDiscordo um pouco do eu lírico. Ela não deve nada a ninguém, e o poema trata o pudor dela como desdém quando pode ser só uma pessoa vivendo em paz longe de quem insiste.
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PermalinkTem um tipo de frustração elegante nisso tudo. A pessoa amando alguém que não se deixa amar de jeito nenhum.
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PermalinkQue lindo! Muito mesmo 🌹
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PermalinkConheço bem essa flor que se oculta pelas brenhas. Às vezes a gente é assim mesmo.
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PermalinkFico com a sensação que quem escreve tá pedindo mais honestidade, menos daquele jogo de se esconder. Você tem mais sonetos publicados por aqui?
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PermalinkSe queres, queres, se não queres, diz: essa abertura é muito boa. Direto e exigente.
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PermalinkEssa flor que se oculta pelas brenhas: fica. Muito bom!
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PermalinkEssa coisa da beleza que se esconde, que se cobre assim que é tocada. Muito bem descrito mesmo.
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