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ACRONICTO

RicardoC
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ACRONICTO

A paz das extensões silenciosas,
Enquanto cai a noite sobre as serras,
Veste em melancolia àquelas terras
E ao céu mistura azuis, lilases, rosas…

A d’Alva e a lua cheia, luminosas,
Surgem pelo horizonte aos finisterras.
Longe, mugem as vacas e as bezerras
E grilos cricrilando nas mimosas.

As sombras s’espalhavam longamente
À medida que p’ros lados do poente
A claridade aos poucos indo embora…

Os cuidados se vão co’o dia findo
Certo que ao anoitecer tudo é tão lindo,
Que o olhar sobre as paragens se demora.

Serra Azul - 22 07 2026

Thoughts

  • Givaldo

    Um belo poema com extrutura de soneto. Rico em sonoridade e rítimos nos 14 versos metrificados e com rimas interpoladas. Parabéns!

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