Livrar a palavra; soltar o verbo!
Eis quanto me proponho quando poeto.
Eu substantivo acções sem um objeto,
Enquanto outro adjetivo vão adverbo…
Escrever assim não me faz soberbo,
Ao contrário, hermetiza-me o soneto.
Se o poema de mim mesmo está repleto
É porque antes mazelas exacerbo.
Metalinguagens à parte, o meu verso;
Pretendo-o, sobretudo, controverso,
A irromper na mente feito penetras.
Pois, no final das contas, o que fica,
Muito mais do que rima pobre ou rica,
É me fazer pensar com belas letras.
Vitória - 12 10 2026