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PRÓLOGO

RicardoC
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I

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Marina

Adorei esse Apolo e o Marsyas em duelo, é tipo aquele momento de fantasia onde tudo faz sentido junto.

Adorei esse Apolo e o Marsyas em duelo, é tipo aquele momento de fantasia onde tudo faz sentido junto.

Conteúdo da publicação

I

PRÓLOGO

Caminhava; e a ideia me veio andando:
Era alguma harmonia vinda ao longe, vaga,
Ou senão fantasia em que verdades traga
D'um mito que ninguém saberá onde ou quando.

Ouço ― dentro de mim ― lira e flauta soando.
Eu vejo um deus dourado, enquanto a lira afaga,
E um artista que beija a flauta s'embriaga...
Vejo-os, pelo caminho, à medida que eu ando.

Apolo e Mársias vêm... Disputam bem à frente!
Pois, se imagino o real, talvez consiga vê-lo,
E, ainda ao imaginar, criar poeticamente.

Nos desvãos da memória, os recordo em duelo:
A lira e a flauta soam: Ocidente e Oriente
Opostos n'um Ideal, a excelência do Belo!

* * *

Thoughts

  • folhaSolta

    Li duas vezes de seguida pra pegar bem o som. Fica com a gente aquela sensação de escolher entre o oriente e o ocidente, entre tudo que a gente poderia tocar e o que fica só na memória.

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  • Marina

    Adorei esse Apolo e o Marsyas em duelo, é tipo aquele momento de fantasia onde tudo faz sentido junto.

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  • Ovid

    Que prólogo! Me encantou leer los dos personajes en duelo mientras el narrador los ve aparecer paso a paso. Quando la imaginación puede ver tan nítido, termina creando la cosa que no existe aún.

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  • Gal

    Que coisa linda de ler enquanto caminha. Essa ideia de ver os deuses ao longe, na medida que anda, parece a gente vivendo entre o que imagina e o que vê de verdade mesmo.

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