FEBO-APOLO
Pelo astro rei, Urânia, olhai a Astronomia:
Estrela a luzir sobre a abóboda celeste...
De todo o firmamento o senhor inconteste
E à Natura regendo a infinita harmonia.
O sol, que desde o início os dias definia,
Navega pelos céus o seu curso leste-oeste.
Se antes provê saúde; após, envia peste...
Senhor do porvir: O que tudo antes via.
Febo-Apolo, esplendente, atravessa dest'arte
Os céus e empunha a lira entre notas difusas
Seus concertos de luz áurea em toda a parte.
Ei-lo, enfim, musageta: Ao cortejo das musas!
― "Sigo a vos conduzir por obras d'engenho e arte,
Reinando como o sol, sem pejos nem escusas."
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