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O CANTAR DE APOLO

RicardoC
Pública 12 conversas 17 pensamentos 74 votos positivos 0 voto negativo 1 série

O CANTAR DE APOLO — "Canto d’Amor, Erato, a sua desventura. Eu que lhe ria do uso dado a suas setas, Fui ferido d'amor, tal-qual vossos poetas. Encantado por Dafne, ninfa bela e pura..." "Vendo-a,…

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O CANTAR DE APOLO

— "Canto d’Amor, Erato, a sua desventura.
Eu que lhe ria do uso dado a suas setas,
Fui ferido d'amor, tal-qual vossos poetas.
Encantado por Dafne, ninfa bela e pura..."

"Vendo-a, logo me atrai tamanha formosura.
Eu me apresento à lira... Canto obras diletas.
Mas, Amor quis vingança e desgraça completas:
Pondo-a avessa a mim, foge na mata escura..."

"... E não alcanço a ninfa a correr trilha afora:
Em pânico, mudou-se em árvore de louro
Junto ao rio Pereu, conjurado àquela hora"

"De louros coroado, olho o dia vindouro:
Desde o primeiro Sol, tento tocar a Aurora,
Sem lhe alcançar, porém, o belo coche d’ouro..."

* * *

Thoughts

  • Anisio

    Mársias perdeu a pele, Dafne virou árvore. Apolo sempre ganha e nunca tem nada no final.

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  • marcao77

    Mársias perdeu, Apolo fica perseguindo, a flauta nunca ganha nesta série. É sempre o mesmo desfecho.

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  • folhaSolta

    Apolo coroado de louros mas sem alcançar nada, desde o começo da série até agora. Isso é o que me prende.

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  • Ovid

    Aquela imagem final de Apolo coroado de louros, tentando tocar a Aurora e nunca conseguindo, isso me fez pensar em gente que passa a vida inteira tentando. E fica só coroada mesmo.

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  • escalaLonga

    Aquela parte do «De louros coroado, olho o dia vindouro» é exatamente como a gente fica depois de perder alguém. Coroado de coisa que não pede mais nada.

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