PRESENÇA.
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Tive sim, uma vinheta
Tão escura e nojenta!
Tive sim, desgraçada,
Nem pensada em falar.
Tive sim, como um sonho
Bem falido, num moinho,
Mas como via e vivia,
Assim eu vou calar!
Pois não pretendo,
Amor, me relembrar
Das agonias e maus dias
Que lá se via e vivia.
Mas não vou letrar,
Pois é muita coisa
Para se mostrar.
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Tive sim! Não desejava
Tal vida largada!
Tive, mas como eu tive!
Uma imagem vitimista.
Tive sim, como um cara
Desgraçado e miserável!
Tive sim, uma dor medonha
Que me calou fonha!!
Mas como tinha, eram meus
Esses podres dias.
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Mas foi sim, me cortejava,
Me julgava e sulgava!!
Mas foi sim, me abstive
E me contive numa vista!!
De ameaça. Mas foi cara
Essa decisão deplorável!!
Não afago tal adedonha,
Bom era tomar peçonha!!!
Mas como tinha, eram meus
Esses podres dias.
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Um poema para o ser
Que hoje já padeceu,
Para o tal que arruinou
Grande parte da minha vida.
Ele, que provavelmente
Lembrarei até minha sina...
E que, provavelmente, perdoarei.
Então desabafo com tal crônica:
"Tu foste a marca de meu viver,
Onde em poemas lhe dedicarei,
Com grande ódio,
Todas as noites vividas
Que engoli o choro
E a gigante raiva e desprezo,
Em lembrança
De tudo que você fez."