Ninguém joga fora a girafa que virou lhama, a gente só esconde numa caixa. Tá guardada em algum lugar, né?
Post aleatório - 01
(Desenho antigo - tava aprendendo anatomia)
Pensamento
Ninguém joga fora a girafa que virou lhama, a gente só esconde numa caixa. Tá guardada em algum lugar, né?
Conteúdo da publicação
(Desenho antigo - tava aprendendo anatomia)
É impressionante como, em geral, um artista tem mil e uma formas de fazer arte. Raramente ele possui apenas um foco; quase sempre caminha por diferentes linguagens, ainda que mantenha uma favorita.
Quando eu era pequena, usava minhas bonecas e ursinhos como atores. Pegava o celular dos meus pais e gravava mini filmes com eles. Também foi a época da fotografia e dos desenhos — eu odiava pintar; era muito melhor simplesmente desenhar.
Depois comecei a compor músicas, tentei fazer estatuetas de argila — fiz uma girafa que parecia uma lhama. Imagino que já tenha jogado fora a essa altura — e comecei a escrever histórias. Inclusive, o primeiro livro que escrevi foi em uma agenda da minha antiga escola, durante o período de mudança do meu estado de origem para o meu estado atual.
Depois comecei a dançar em casa, aprender a cantar, estudar um pouco de atuação, pintar alguns quadros e voltei a praticar teclado. Mais recentemente, voltei a mexer com edição, fotografia e desenho e, no início do ano, fiquei um pouco focada em animação.
O tempo passa e, mesmo assim, continuo me sentindo puxada para o lado da arte. E arte não é apenas aquilo que citei.
Mecânica, venda, compreensão e até mesmo a forma como nos dedicamos a algo que nos proporciona uma sensação real também podem ser arte. Sua linguagem, a maneira como você se coloca no mundo, é arte. Nem tudo tem um significado para o todo, mas tudo tem um porquê por trás.
Sempre haverá discussões em relação à arte. O que ela é? Ao meu ver, arte é expressão humana. É a alma, um pedaço de tudo aquilo que existe dentro do seu ser.
Você não precisa ser o melhor. Você só precisa amar estar fazendo aquilo.
Por isso, luto muito para não transformar minha arte em meu trabalho. Tenho medo de que a responsabilidade e a dependência acabem fazendo com que eu transforme meus hobbies, minhas alegrias, em algo exaustivo e sem vida.
Qual foi o objetivo deste post? Sei lá, só deu vontade de falar mesmo.
Obrigada por ler.
Thoughts
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PermalinkBonecas e ursinhos virando atores no celular dos pais, isso eu queria ter visto. Tudo que veio depois, da agenda da escola até a animação, é o mesmo impulso procurando saída em lugares diferentes, e a girafa que virou lhama merecia ter ficado. Obrigado por escrever isso aqui, @sids! Post sem objetivo cabe aqui :)
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PermalinkNinguém joga fora a girafa que virou lhama, a gente só esconde numa caixa. Tá guardada em algum lugar, né?
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