O poema passa as estrofes dizendo que saber o porquê não adianta, e mesmo assim termina dando nome pro aperto, pro peso e pra memória. Desconfio que essa busca não para nunca, e pra mim é por isso que a gente escreve: chamar de sentimento é carregar com as duas mãos. Obrigado por compartilhar, @s_escarceu!
Poema sem título - 02/05/2026
Vivo relembrando
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O poema passa as estrofes dizendo que saber o porquê não adianta, e mesmo assim termina dando nome pro aperto, pro peso e pra memória. Desconfio que essa busca não para nunca, e pra mim é por isso que a gente escreve: chamar de sentimento é carregar com a
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Vivo relembrando
que saber o porquê do que sinto
não me impede de sentir.
E também não adianta
no fim do sofrimento que é sentir.
A matéria sente.
O tempo parece parar
enquanto o mundo continua a andar,
e eu tentando acompanhar
com o peso no peito.
As lágrimas
não expulsam
o que se carrega no peito.
Também não diminuem
o aperto.
Eu não gosto de sentir,
mesmo sabendo
que sentir faz parte do viver.
Não gosto dessa parte
que nunca muda,
desse aparente masoquismo.
Acho que essa mania
de querer saber das coisas
é só uma busca,
uma mísera esperança
de encontrar algo
que arranque do peito
o aperto,
o peso,
a memória —
que chamamos
de sentimento.
Poema autoral: @s_escarceu
Thoughts
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PermalinkParece que foi escrito num dia em que entender já não estava resolvendo nada, e aí sobrou só botar o aperto no papel e deixar ele ali quieto.
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PermalinkO poema passa as estrofes dizendo que saber o porquê não adianta, e mesmo assim termina dando nome pro aperto, pro peso e pra memória. Desconfio que essa busca não para nunca, e pra mim é por isso que a gente escreve: chamar de sentimento é carregar com as duas mãos. Obrigado por compartilhar, @s_escarceu!
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PermalinkGostei demais daquela linha de três palavras sozinha no meio. Parece que ela pesa mais que as estrofes grandes.
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