Sábado à noite.
Ela e eu.
Rodízio de Sushi. Passa o garçom com uma bandeja de ostras.
Já experimentou? - Não, e você? - Também não. - Vamos? - Vamos!
As ostras nunca passaram de volta.
Saímos. Um breve passeio na orla. As mãos estavam dadas e os olhares se abraçavam.
Chegamos em casa, no quarto, na cama. A saia verde pedia para ser levantada.
Com as coxas cobrindo meus ouvidos e os quadris decolando, cafunés com a língua.
Com os cafunés, bocejos. Bocejos suaves. Um pouco mais e bocejos intermitentes. Intermitentes e mais fortes. Bocejos contínuos e ofegantes. Os quadris fora de controle. Bocejou alto e forte. Dormiu.
- Amor, você me fez dormir. - Disse com um certo espanto. - Será que foi a primeira vez que ela tinha dormido? Ainda me pergunto.
As ostras não fizeram falta naquela noite e não, não experimentei ostras até hoje.