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OS MISTÉRIOS DO ACASO - 3º Capítulo

Pietrodeluccapoeta777
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3º Capítulo

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Pietrodeluccapoeta777

Quando um amor reluz, vale a pena escrever, apesar dos mistérios, Helena Dolly era fantástica, hipnotizante aos olhos do Narciso, O Poeta!

Quando um amor reluz, vale a pena escrever, apesar dos mistérios, Helena Dolly era fantástica, hipnotizante aos olhos do Narciso, O Poeta!

Conteúdo da publicação

OS MISTÉRIOS DO ACASO

3º Capítulo

E Assim Tudo Começou

​A Conexão do Título Os Mistérios do Acaso, faz muito sentido com o conceito de "A Liturgia do Desejo". Uma "liturgia" é um ritual, um Cerimonial sagrado de amor e dedicação. Inconscientemente o Narciso trata a sua paixão proibida como uma liturgia, ele levará o desejo físico a algo quase religioso, quase um místico, à beira do sagrado. É como se para ele, o corpo de Helena fosse o altar, mesmo sabendo que é um território onde ele tem restrições e limitações.

Antes de conhecer a Helena Dolly, para o Narciso foi difícil amargar a separação que foi litigiosa e ter de voltar à realidade do seu dia a dia de solteiro. Na verdade Ele viveu um conturbado casamento, sem vida, sem cor, de intrigas e traições, de fato era um relacionamento falido e sem amor, a melhor opção para ele foi seguir em frente. Foi nesse intervalo que a Helena Dolly apareceu na sua vida e deu um novo upgrade como um toque de uma Deusa.

O INFRUTÍFERO CASAMENTO DE NARCISO

Como foi revelado, o Poeta já estava separado, focado em sua nova realidade. Porém, ainda estava com as sombras do passado que eram basicamente recentes e a decepção de ter sido traído duas vezes — uma pela ex esposa e a outra a traição foi da família com o apoio aos erros dela — isso confere uma camada de dor legítima e uma revolta contida que o levou a escrever o livro "Dez Anos de Cárcere", não se trata apenas de uma obra, mas de um testamento, um desabafo revelador da sua sobrevivência.

Dessa forma não fica difícil entender os motivos e os porquês da profundidade do silêncio de Narciso.

O livro Dez Anos de Cárcere não nasceu do acaso, mas da necessidade de dar forma a um silêncio que se tornara insuportável. Narciso não o escreveu para buscar exposições ou vingança, mas para registrar a verdade que ninguém em sua linhagem familiar estava disposto a reconhecer.

​Enquanto a sua família genealógica escolhia curvar-se diante da traição e aplaudir os equívocos daquela que fora sua esposa, Narciso via-se isolado.

Sua ex-esposa, uma mulher que por escolha, preferiu as sombras da sujeira mundana — foi apenas o primeiro entrave. O segundo, e talvez o mais cruel, foi a traição daqueles que deveriam ser seus pares ou pelo menos imparciais. ​Ao declarar-lhe, com a calma de quem desata um nó, suas últimas palavras para a ex-esposa foi:

“Você quer viver na sujeira mundana, vá viver, mas viva em paz e sozinha”, ali, Narciso encerrou o contrato daquela união, mas descobriu que o seu exílio estava apenas começando.

Foram dez anos de uma suposta reclusão imposta pelo julgamento alheio. O livro foi, portanto, a sua única testemunha documental; o papel foi o único que não o julgou por ter escolhido a dignidade em vez da conveniência infrutífera .

Nele consta os fragmentos de Dez Anos de Cárcere – registro particular, datado de 1989-1999. ​Hoje, ao lado de Helena, ele guarda esse registro como quem guarda um pote de ouro, uma armadura antiga, já obsoleta, mas necessária para lembrar o que teve de atravessar para ser o homem que, finalmente, aprendeu a recomeçar.

​A separação não foi um simples fim, mas uma ruptura ética. Sempre dissimulada, ela relutou, contou com apoio de muita gente, tornando a imagem do Narciso a de um gravíssimo errante, mas ele é de fato um protagonista admirável pela sua postura íntegra, honrada e seu caráter ilibado irrefutável. E assim fica claro que o Narciso não é reservado por covardia, mas porque o nível da traição que ele sofreu (pela família e pela ex) o ensinou que a sua intimidade é um terreno sagrado e merece respeito, que não deve ser exposto a quem não sabe honrá-lo.

​Mais aliviado agora, Narciso sente que não precisa mais provar nada a sua família, pois encontrou em Helena a terra prometida, um novo horizonte. Esse contraste entre o passado de julgamentos e o presente de aceitação é o que vai tornar a vida de Narciso mais suave e memorável.

O DOCE E O AMARGO NA VIDA DE NARCISO

Essa dualidade é a perfeita ilustração para aquele momento na vida de Narciso. O contraste entre o doce (a presença e a paixão pela Helena) e o amargo (os desabafos nos "Dez Anos de Cárcere") cria uma tensão quase hipnotizante. O conflito que dá vida ao enredo, tem o equilíbrio extremo: o açúcar que faz o coração bater e o fel que faz a alma lembrar dos amargos, num nítido antagonismo entre as duas situações vividas. Hoje o "doce" só existe porque o Narciso sobreviveu ao "amargo".

​O amor de Helena era um mel que curava a sua garganta, mas que, por vezes, o fazia engasgar. Ele temia que, ao saborear tamanha doçura, perdesse a memória do fel que bebeu por uma década completa. O amargor do seu cárcere e a doçura da sua Helena viviam nele como estranhos que dividiam o mesmo teto, ambos essenciais, ambos em guerra.

​Enfim, o Narciso segurando o caderno com as anotações da sua história onde estão todos os desabafos, olhando para a Helena e pensando:

​”Aqui neste caderno está o testamento da minha escuridão. A sua família de sangue nunca leu e nunca vão ler porque não quiseram ver o que causaram. Hoje, ao lado dela, o peso dessas palavras parece o de uma rocha que já não precisa mais ser carregada. Mas, por vezes, abre uma página apenas para não esquecer de onde saiu”.

O FURACÃO CHAMADO HELENA DOLLY

De repente o destino fez questão de apresentar a Helena Dolly, gentil, amável e adorável, a ponto de despertar em Narciso a ternura que tanto desejava. E o sonho de consumo de um escritor, ter uma musa inspiradora para despertar a todo segundo uma poesia ou declaração de amor. Do nada ela pareceu como uma Ninja, aquela beldade ofertando tudo que um homem precisa, o amor, o carinho e a atenção de uma linda mulher.

Na condição de separado, sua paixão por Helena Dolly era tão intensa que o Poeta, já estava decidido a seguir ao lado de Helena para viver um grande momento de puro amor.

​O ENCONTRO NA RECEPÇÃO

Tudo começou naquela manhã ensolarada, Narciso estava em plena atividade profissional quando surge num passe de mágica aquela formosura em pessoa, talvez uma beleza jamais vista por aquele par de olhos, sem dúvidas uma musa que deixou o Poeta pasmo, de queixo caído, instantaneamente arrebatado.

Até então ele nem imaginava o que o destino reservava. ​Enquanto Agnes, a atendente, ausentou-se para um recado, Narciso ficou a postos na recepção.

Foi numa dessas que surge ela, a bela Helena Dolly, foi se aproximando como se estivesse num desfile, ela pára na frente do Poeta e pergunta:

​— Por favor, a Agnes está?

​— Deu uma saidinha, mas volta logo — respondeu Narciso, já hipnotizado.

​Cinco minutos depois, Agnes retornou. Entre beijos e abraços, a apresentação foi feita:

​— Narciso, esta é a Helena, ela já trabalhou aqui!

Tudo bem, e você Agnes como vai? (Helena)

Tô indo, empurrando com a barriga! (Agnes)

Narciso, essa é a Helena, já trabalhou aqui! (Agnes)

​Quando Narciso olhou para Helena Dolly, sentiu no peito um calor inédito, uma paixão que seu coração jamais esqueceria. Ele guardou aquele instante como um retrato vivo na mente. Foi inevitável: o amor aconteceu ali mesmo, no primeiro olhar.

Com o tempo Narciso o Poeta como um voraz, bombardeava a Helena Dolly com lisonjas, gentilezas, poemas etc, ele de certa forma marcava seu terreno demonstrando a que veio.

Helena Dolly era seu nome, ela é um verdadeiro manequim vivo de tão linda que era, de curvas e traços finos, a famosa cintura de pilão, uma mulher valente que encara seu dia a dia com fé e coragem, com um detalhe, sem medo de ser feliz!

Ela é uma mulher que encanta e exprime muita experiência de vida e versatilidade em tudo que faz. Passaram-se uns três meses e estava ela novamente no ambiente de trabalho, aquele turbilhão de mulher, que realmente havia mexido com a cabeça de Narciso, o Poeta dormia e acordava com ela no pensamento.

Oi , tudo bem? (Helena)

Tudo certo! (Narciso)

A Agnes está? (Helena)

Ela foi resolver uns assuntos mas não demora a voltar! (Narciso)

Esta foi a segunda vez que os olhos de Narciso puderam enxergá-la de perto e definitivamente ter a confirmação que seu coração precisava.

Helena Dolly era de fato muito linda, encantadora, de uma beleza avassaladora. E sem saber, seu sonho começou a se realizar naquele momento. Pois, passado uns dias.... Certo dia chegando ao trabalho, o Poeta subiu alguns degraus da entrada que dava acesso à recepção, quando levantou a cabeça, parou atônito, lá estava ela novamente, desta vez como funcionária da empresa, ela tinha sido readmitida.

Os sonhos de Narciso aumentaram substancialmente, como ele dizia:

Sonhar não é nada, nada, nada, só cem por cento!

Agora tudo era motivo para o Narciso estar pertinho dela, uma vez que na função que ela ocupava fazia dela o cartão de visita da empresa, o de recepcionar clientes, fornecedores, funcionários com destreza e profissionalismo, ela tinha todos os quesitos para tal.

Narciso Poeta era um cara calmo, sereno que se interessava por diversos assuntos, sem sombras de dúvidas, sempre buscando cultura. Cultivou o hábito de escrever e fazer poemas, uma herança herdada de seu avô, nesse embalo havia escrito um pequeno texto, elogiando a beleza da Helena Dolly para que ela lesse mas estava guardado para ser entregue no momento oportuno.

Temendo que ela fosse ficar aborrecida, Narciso o Poeta enrolou quase uma semana para entregar, e com o maior receio, acabou entregando, ela leu e devolveu, Narciso nem sequer tinha avisado que aquela poesia era uma dedicatória para ela.

O que você achou? (Narciso)

Bonito, achei fantástico, um excelente texto! (Helena)

Você gosta de poesias, Helena Dolly? (Narciso)

Sim adoro, eu leio Vinicius de Moraes, Machado de Assis e outros! (Helena)

Pairou um silêncio e uma alegria muito grande porque naquele momento Narciso o Poeta sentiu a luz da poesia iluminar a escuridão de 15 anos retidão, pois nunca mais escrevera para alguém e ela vindo do nada, reativou aquele coração que estava praticamente enferrujado por um dissabor causado por um casamento amargo, e volta a compor em grande estilo para aquela formosura que mexeu com seu coração, corpo e alma. Foi o verdadeiro amor platônico, algo bem avassalador porém, bem bom!

Empunhando sempre que possível uma caneta e um papel para rascunho (naquele tempo não tinha smartphone, tablet e cia), bastou entrar no carro, no ônibus, na mesa de uma lanchonete e nos horários de folga, estava o Narciso no seu papel de Poeta escrevendo um poema, sempre relatando tudo o que seu coração mandava para entregar-lhe o mais rápido possível e fazia isso com a maior satisfação.

E foi este o primeiro de inúmeros poemas que ativou e alimentou o coração fazendo com que Narciso o Poeta vivesse uma nova fase, digamos uma nova era ou quem sabe um novo momento, enxergando assim a vida como ela é, ou pelo menos como o Poeta pensava que era!

Ele sempre sonhava, enxergava além dos horizontes, buscando em sua imaginação alguma forma de mudança onde inspirou lhe este primeiro poema comparando a com a Tempestade, que em verdade chega para fazer mudanças, às vezes revolucionar, sejam elas boas ou não... De fato aquele acontecimento foi uma forte Tempestade que aconteceu na vida do Narciso com a chegada da Helena Dolly.

Helena Dolly foi uma Tempestade que radicalizou a vida do poeta temporariamente de forma súbita, os sentimentos, os modos e os pensamentos que sutilmente aconteceram ... Foi surreal!

O 1º Poema Para Helena Dolly

….. Continua no próximo capítulo

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Este capítulo é uma publicação oficial do Selo 444. Descubra os mistérios do acaso todas as quartas-feiras e aos sábados.

@PietrodeLuccaPoeta ✒️📝🖋️

Escritor, Poeta, Contista e Cronista

opoetalk520.substack.com

pietrodeluccapoetanarcisosilva.blogspot.com

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  • Pietrodeluccapoeta777

    Quando um amor reluz, vale a pena escrever, apesar dos mistérios, Helena Dolly era fantástica, hipnotizante aos olhos do Narciso, O Poeta!

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