Os lírios, no campo, crescem
Sob a luz fugaz do meu olhar,
Entre o vale, a serra, e o mar.
E ao lado do lago florescem
Cândidas as suas flores alvas,
Flutuam deléveis como neves
E cobrem o chão caindo leves,
Com seu perfume que beija as malvas.
Pude ver que os lírios não fiam
E que eles, também, não tecem
Nos prados onde embevecem.
Cores azuis e brancas desafiam
O silêncio que paira sob a luz.
Salomão em todo seu esplendor
Jamais se ornou com mais pudor
Que os lírios, como pregou Jesus.