Essa passagem onde Hermes oferece a lira a Apolo para se reconciliar, me fez pensar em como a gente cria justamente pra consertar o que quebrou. Aposto que toda verdade é assim, um jeito de transformar culpa em beleza.
ORIGENS DA LIRA
ORIGENS DA LIRA Contam da História, Clio, aquela antiga lenda ― Que pela vossa graça evade ao esquecimento... ― De Hermes, o astuto deus, em cujo nascimento, Soube inventar a lira, hoje admirada…
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Essa passagem onde Hermes oferece a lira a Apolo para se reconciliar, me fez pensar em como a gente cria justamente pra consertar o que quebrou. Aposto que toda verdade é assim, um jeito de transformar culpa em beleza.
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ORIGENS DA LIRA
Contam da História, Clio, aquela antiga lenda
― Que pela vossa graça evade ao esquecimento... ―
De Hermes, o astuto deus, em cujo nascimento,
Soube inventar a lira, hoje admirada prenda.
Hermes mal nascia e já ― d’uma caverna à senda ―
Topa co’a tartaruga, a qual dá corpo ao invento:
Das tripas cordas faz para um novo instrumento,
E logo após as tange ao som que se desprenda.
Voou d'asas nos pés; de Apolo após fez furtos:
Mais de cinquenta bois levando o deus ladrão,
Até Febo o prender a voos bem mais curtos.
Soube Hermes, todavia, aclarar a questão:
Da lira tira os sons, que em sete notas surtos,
Para a glória de Apolo, eles soam desde então.
* * *
Thoughts
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PermalinkA criação vira presente entre deuses. Quando Apolo recebe a lira é quase uma reconciliação pelo roubo.
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PermalinkHermes o astuto, a invenção que vira magia depois. Você tem o dom de contar essas histórias antigas.
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PermalinkEssa passagem onde Hermes oferece a lira a Apolo para se reconciliar, me fez pensar em como a gente cria justamente pra consertar o que quebrou. Aposto que toda verdade é assim, um jeito de transformar culpa em beleza.
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PermalinkQue ritmo em cada verso. Isso que você começou com as musas e o prólogo mantém a força.
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