Eu comecei desenhando olhares, olhos, iris apenas pela praticidade.
Com o tempo, percebi a profundidade e o prisma de um olhar, a marca de alguém, um sentimento sem ordem, uma sensação sem limites. A memória, a cor, o espectro, tudo capturado apenas em um relance, tanto a dizer, tanto para sentir, mas apenas a vista pela vista e todo um universo indiscreto.
O meu prisma interior. Ele é discreto, mas também é moralmente repleto. Com a subjtividade de um jovem e a loucura de toda uma eternidade, percebo o mundo, suas cores, suas sensações, transformo em propriedade, em imortalidade.
Através do meu prisma, você irá sentir, que não nasci apenas para sorrir, minhas lágrimas demonstram tudo aquilo que não sei dizer.
Se algum dia o meu brilho esvair, as colorações me lembrarão de tudo que sou , de tudo o que fui, o que poderei e não poderei ser, pois serei humanamente, e inteiramente humano.