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O SUPLÍCIO DE MÁRSIAS

RicardoC
Pública 13 conversas 19 pensamentos 71 votos positivos 0 voto negativo 1 série

O SUPLÍCIO DE MÁRSIAS Eis, Terpsícore, todo o Lírico sentido, Que a vida humana tem quando de sua morte. Ter que sua arte é tudo e nada mais importe Senão morrer pel’Arte em que havia vivido.…

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A crueza dessa parte, com o escravo amolando a falcata. Você consegue contar brutalidade sem sensacionalismo.

A crueza dessa parte, com o escravo amolando a falcata. Você consegue contar brutalidade sem sensacionalismo.

Conteúdo da publicação

O SUPLÍCIO DE MÁRSIAS

Eis, Terpsícore, todo o Lírico sentido,
Que a vida humana tem quando de sua morte.
Ter que sua arte é tudo e nada mais importe
Senão morrer pel’Arte em que havia vivido.

Mársias, sujeito a Apolo ao se ver vencido,
Fora estirado a um pinho robusto, de porte.
Lá, um escravo amola à falcata seu corte,
A imolar Mársias ante Apolo ressentido.

Sátiros, faunos, ninfas... Vendo tal crueza.
Choraram tristes todo um rio derramado,
Indo as canas da flauta em forte correnteza...

Da pele d’ele, fez-se um odre enfeitiçado
Que, se tocam a flauta, agita com presteza;
Mas, se tocam a lira, ouve petrificado.

* * *

Thoughts

  • DILMAR

    Sim.

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  • vqueiroz90

    A flauta que agora é um odre que se mexe. Mársias nunca desce, só sofre diferente.

    Permalink
  • folhaSolta

    Aquela imagem dos sátiros e ninfas chorando, o rio derramado. Vi isso assim em hospital nos olhos das pessoas.

    Permalink
  • Antonio_Goncalves

    Meu amigo, nunca vi ninguém escrever assim. Você conseguiu reproduzir a forma de construção e de pensar da poesia do mundo greco/romano. Maravilhoso. Parabéns.

    Permalink
  • Ovid

    Aquele detalhe do rio derramado pelos sátiros me fez pensar em quanto a gente de verdade ainda chora por gente que sofre mal. E fica o rio e nada mais.

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  • escalaLonga

    A crueza dessa parte, com o escravo amolando a falcata. Você consegue contar brutalidade sem sensacionalismo.

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