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O Rio e o Oceano e o mistério do Ser.

Edidania
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Obs.: ( Reflexão com base na obra de Khalil Gibran)

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Ovid

O rio que descobre que sempre foi água do oceano, só que por um tempo com nome próprio, me lembra aquela passagem do Profeta sobre a morte, em que o rio e o mar aparecem como uma coisa só. Aposto que você tem esse livro todo sublinhado. Gostei de ler o Gi

O rio que descobre que sempre foi água do oceano, só que por um tempo com nome próprio, me lembra aquela passagem do Profeta sobre a morte, em que o rio e o mar aparecem como uma coisa só. Aposto que você tem esse livro todo sublinhado. Gostei de ler o Gibran pelos seus olhos, Edidania 🌹

Conteúdo da publicação

Obs.: (Reflexão com base na obra de Khalil Gibran)

Na obra de Khalil Gibran, o ser humano está sempre diante de um limiar:

entre o conhecido e o infinito, entre a forma e a essência, entre o medo e a expansão.

O poema O Rio e o Oceano é uma síntese desse pensamento.

O rio representa a consciência individual.

Ele tem nome, direção, memória e limites.

Ele sabe quem é enquanto se reconhece separado.

Por isso, ao chegar ao oceano, ele treme.

Não por medo da morte, mas por receio da dissolução do “eu”.

Gibran ensina que o maior temor do ser humano não é o fim,

mas a perda das fronteiras que sustentam sua identidade.

O oceano, símbolo recorrente em sua obra, não é um outro oposto ao rio,

mas sua origem e sua plenitude.

Ele não exige, não força, não invade.

Ele apenas recebe.

No diálogo entre rio e oceano, Gibran revela uma verdade essencial:

a identidade não se perde na unidade, ela se cumpre.

Enquanto o rio insiste em permanecer apenas rio,

ele vive uma existência limitada pela forma.

Mas ao entregar-se ao oceano, ele descobre sua verdadeira natureza:

sempre foi água do oceano, apenas temporariamente rio.

Assim, Gibran nos conduz a uma espiritualidade sem medo,

onde a entrega não é submissão,

mas expansão da consciência.

Perder-se, em Gibran, não é anular-se.

É atravessar a ilusão da separação.

É compreender que o “eu” não desaparece,

apenas deixa de ser estreito.

Essa é a sabedoria silenciosa que atravessa toda a sua obra:

o amor, a vida e o espírito não pedem posse,

pedem confiança.

E quando o ser humano ousa confiar,

descobre que o infinito não o destrói,

o reconhece.

Edidania 🌹

Thoughts

  • dcabral51

    Que bonito isso 🌊

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  • Ovid

    O rio que descobre que sempre foi água do oceano, só que por um tempo com nome próprio, me lembra aquela passagem do Profeta sobre a morte, em que o rio e o mar aparecem como uma coisa só. Aposto que você tem esse livro todo sublinhado. Gostei de ler o Gibran pelos seus olhos, Edidania 🌹

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  • contoDeSexta

    Eu fico do lado do rio. Gosto dele com nome, margem e direção, e acho justo ele tremer antes de virar mar. Tremer é a parte mais humana da história toda.

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  • SamuelCruz

    É linda a metáfora estabelecida por ele em relação ao oceano e rio. Tem mais desdobramento a saber que o rio é formado a partir das águas do céu, e o oceano, na minha concepção, é apenas um dos fenômenos que está ligado ao Rio. Interessante! Muito bom!

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