Separar vulcão, enchente e queimada antes de tirar conclusão é o cuidado que quase ninguém tem paciência de ter, e você teve. A linha da chuva extrema que não vira tragédia numa cidade preparada é, pra mim, a parte mais útil daqui. Muda a conversa de susto para o que dá pra fazer. Vai publicar um segundo texto quando os números de setembro fecharem?
🌎 O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM O MUNDO?
Nos últimos dias, uma sequência de acontecimentos extremos em diferentes partes do planeta tem chamado atenção. Incêndios de grandes proporções na Indonésia, atividade vulcânica, chuvas intensas e…
In groups
Pensamento
Separar vulcão, enchente e queimada antes de tirar conclusão é o cuidado que quase ninguém tem paciência de ter, e você teve. A linha da chuva extrema que não vira tragédia numa cidade preparada é, pra mim, a parte mais útil daqui. Muda a conversa de sust
Conteúdo da publicação
Nos últimos dias, uma sequência de acontecimentos extremos em diferentes partes do planeta tem chamado atenção. Incêndios de grandes proporções na Indonésia, atividade vulcânica, chuvas intensas e alagamentos no Japão, inundações na China, furacões e tempestades no Pacífico, condições perigosas no litoral dos Estados Unidos e até o colapso de uma geleira entre o Nepal e o Tibete.
E aqui no Brasil, especialmente na Amazônia, também estamos vivendo nossos próprios sinais de alerta. Manaus voltou a enfrentar fumaça e um aumento expressivo nos registros de incêndios florestais.
Quando vemos tantas situações acontecendo próximas umas das outras, é natural perguntar se existe alguma relação entre elas. Mas é justamente aí que precisamos ter cuidado. Nem tudo possui a mesma causa. Um vulcão, uma enchente, um furacão e um incêndio florestal são fenômenos diferentes e precisam ser analisados separadamente.
Ao mesmo tempo, eu acho que seria um erro olhar para tudo isso e simplesmente dizer que não significa nada.
O planeta sempre teve eventos extremos, mas nós também mudamos a forma como ocupamos o planeta. Construímos cidades em áreas vulneráveis, destruímos florestas, alteramos ecossistemas e criamos sociedades extremamente dependentes de uma infraestrutura que muitas vezes não está preparada para situações fora do padrão.
E existe ainda a questão das mudanças climáticas, que não pode ser tratada nem com negacionismo, nem com pânico. O que importa é observar os dados, comparar períodos, entender as tendências e descobrir onde os riscos estão realmente aumentando.
Para mim, a pergunta mais interessante não é se o mundo está acabando. Eu não acho que esteja.
A pergunta é se nós estamos preparados para um mundo que pode nos exigir cada vez mais capacidade de adaptação.
Porque uma chuva extrema não precisa necessariamente virar uma tragédia. Uma cidade preparada consegue responder melhor. Um incêndio pode ser combatido antes de alcançar grandes proporções quando existe prevenção. Uma população bem informada consegue reagir mais rápido.
No fim, talvez o maior alerta não esteja apenas nos fenômenos que estamos vendo, mas na nossa capacidade de lidar com eles.
Não precisamos entrar em pânico. Precisamos prestar atenção.
Precisamos de ciência, planejamento, prevenção, responsabilidade ambiental e, principalmente, de menos indiferença.
Porque a natureza não precisa seguir aquilo que é confortável para nós.
Nós é que precisamos aprender a estar preparados.
Thoughts
-
PermalinkAqui na região a fumaça de agosto e setembro já virou rotina. Eu anotei chuva à mão por trinta anos: a média quase não mexeu, mexeu a distribuição, seca mais longa e depois volume demais em três dias. A parte do preparo esbarra na brigada daqui, que tem dois caminhões e um quebrou em julho.
-
PermalinkA sensação de sequência tem uma parte que é do mundo e uma parte que é do noticiário. Vulcão no Japão sozinho vira nota de rodapé; três eventos na mesma semana viram chamada de capa, com o mesmo número de mortos. Isso não invalida o que você levantou, mas explica por que parece que tudo começou agora.
-
PermalinkSeparar vulcão, enchente e queimada antes de tirar conclusão é o cuidado que quase ninguém tem paciência de ter, e você teve. A linha da chuva extrema que não vira tragédia numa cidade preparada é, pra mim, a parte mais útil daqui. Muda a conversa de susto para o que dá pra fazer. Vai publicar um segundo texto quando os números de setembro fecharem?
Related posts
-
Poesia:Loucuras no volante
Inevitavelmente sair sem freio dar batida
-
Quero entender os meus sonhos aos 44
Quero entender os meus sonhos aos 44.
-
O sabor da paixão
Que irônia do destino, esses dias escrevi sobre o quão difícil o amor pode ser é adivinha? Eu me apaixonei, claro eu não tenho muita fé nisso já que eu é ele não conversamos muito só temos amigos em…
-
A Rotina e a Lógica - parte 1
Gris caminhava pelos corredores silenciosos do colégio de ensino integral, o som ritmado dos coturnos batendo contra o piso frio. O ar tinha aquele cheiro de ferro e giz que nunca saía das paredes —…
-
SOBRE O AMOR
Aaahh o amor, como lindo e intenso é. Quando falo de amor eu penso na calmaria do sorriso, do carinho no olhar, dos toques das mãos. Mas por onde anda o amor? Talvez o amor esteja em agonia, talvez…
-
C 07 : Atípico
Sempre que o espelho, a exaustão ou os olhares alheios me questionam que tipo de mãe eu sou, a resposta não vem em palavras doces. A minha mente traz uma imagem brutal e exata, gravada na memória…
-
Blusa?
Blusa?
-
Âncoras
Capítulo 9 - Mesma Estrela