Mano, se Buda e Hitler cabem no mesmo conceito, filosofia de vida virou sinônimo de ter cabeça. Pela definição do texto todo mundo tem uma, até quem nunca parou um minuto pra pensar nisso. Aí a pergunta do fim responde sozinha: a maioria vive no automático e chama de escolha depois.
O que é filosofia de vida? Pergunta Sem resposta
Pensamento
Mano, se Buda e Hitler cabem no mesmo conceito, filosofia de vida virou sinônimo de ter cabeça. Pela definição do texto todo mundo tem uma, até quem nunca parou um minuto pra pensar nisso. Aí a pergunta do fim responde sozinha: a maioria vive no automátic
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A filosofia de vida é o conjunto de valores que uma pessoa escolhe sustentar em sua mente e que contribui para a construção de sua essência, de quem acredita ser e da forma como escolhe existir no mundo.
Existem pessoas que estruturam a vida a partir da ideia de que precisam ser caridosas e seguir determinados princípios espirituais ou religiosos, como os ensinamentos de Cristo, por exemplo, acreditando que isso as levará a um estado de paz, plenitude ou recompensa espiritual. A partir disso, organizam seus comportamentos para se aproximar desse ideal. Essa é uma filosofia de vida.
Existem outras pessoas que estruturam a existência a partir da ideia de que são criadoras da própria realidade, assumindo para si a responsabilidade sobre aquilo que vivem e constroem.
Outras vivem a partir da crença de que existe um destino ou propósito previamente definido e que sua tarefa é cumprir esse caminho na Terra.
Existem também filosofias de vida que se organizam em torno da transformação social, política ou espiritual, nas quais a pessoa acredita que precisa combater sistemas, estruturas ou culturas que considera incorretos. Outras, ao contrário, orientam-se pela observação, integração e compreensão do diferente.
A filosofia de vida é, portanto, a estrutura invisível que organiza a forma como uma pessoa existe durante sua experiência de vida. É a base de tudo aquilo que ela constrói ao longo de sua jornada.
Pessoas completamente opostas podem ter filosofias de vida completamente diferentes, como Buda e Hitler, por exemplo, cada um operando a partir de uma estrutura interna específica de valores e percepções.
Isso não significa que a filosofia de vida seja algo fixo ou necessariamente herdado de forma imutável. Ela pode ser construída, desconstruída e reconstruída ao longo da vida, a partir daquilo que a pessoa estuda, vive e experiencia.
A filosofia de vida é, em essência, o conjunto de valores que faz com que uma pessoa pense, sinta e aja de acordo com determinada estrutura interna.
É nesse ponto que entra o que chamo de olhar transformador.
O olhar transformador é a construção filosófica da minha própria forma de viver. Ele nasceu de uma experiência real de transformação interna, na qual saí de um estado de profunda desconexão da vida, em que a própria existência parecia frágil, para um estado de reconexão com a vida e de escolha consciente de estar viva, mesmo diante da dor.
Esse olhar não nega o sofrimento. Ele o atravessa.
Exige coragem para olhar para os pensamentos, as emoções e as circunstâncias da vida sem fugir deles. A partir disso, permite reconhecer que determinada situação não precisa continuar sendo vivida da mesma forma.
É um olhar que transforma.
Um olhar alquímico, no qual a consciência aprende a transformar o chumbo da ignorância no ouro do conhecimento por meio da experiência, da percepção e da escolha de não permanecer no mesmo lugar interno.
E você, já parou para questionar se a filosofia de vida que orienta suas escolhas é realmente sua ou se você apenas aprendeu a viver de acordo com conceitos que nunca teve coragem de questionar?
Respostas
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PermalinkEscolher a própria filosofia de vida é coisa bem recente. Quem trabalhava doze horas numa fábrica de tecido no começo do século passado recebia pronta a da igreja e a do patrão, e não tinha muito tempo pra desconstruir nada.
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PermalinkMano, se Buda e Hitler cabem no mesmo conceito, filosofia de vida virou sinônimo de ter cabeça. Pela definição do texto todo mundo tem uma, até quem nunca parou um minuto pra pensar nisso. Aí a pergunta do fim responde sozinha: a maioria vive no automático e chama de escolha depois.
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