Um dia desses, eu estava pensando sobre como ninguém sabe de fato o que está fazendo.
Sobre como as pessoas fingem ser especialistas.
De um tempo para cá, comecei a admirar pessoas sinceras quanto aos seus defeitos.
Comecei a achar isso um trunfo diante de pessoas que “fingem ser o que não são”.
Algumas pessoas gostam disso; outras podem achar ingenuidade.
O problema da ingenuidade é que ela é vista como uma oportunidade para pessoas que buscam manipular, mas também pode ser vista como empecilho quando o “ingênuo” não age de acordo com aquilo que essas pessoas querem.
O ingênuo pode não ser odiado abertamente. Muito pelo contrário, ele causa pena.
Mas ele pode se tornar uma ameaça.
Uma vez, ouvi falar que o ser mais poderoso que existe em uma comunidade é o bebê.
O bebê é um ser indefeso. Ele precisa de cuidados especiais e de ajuda para tudo.
Essa fraqueza absoluta o torna o mais poderoso.
Esse é um dos poderes do ingênuo.
Era assim que Eva era vista. Ingênua. Fraca. Impotente.
Todos ao seu redor tinham cuidado ao falar com ela.
Tinham receio de magoá-la e das consequências que isso traria.