Aquela esperança vívida do reino me fez pensar em quanto peso a gente carrega ao longo de toda uma vida só acreditando que depois disso tudo faz sentido. Esse cara passa todo o tempo treinando pra um antes que talvez não chegue. Parece pesado demais pra mim, essa aposta inteira, mas tem coragem nisso.
O MILENARISTA
O MILENARISTA Andando ensimesmado pela rua, Passou despercebido dos demais. Talvez as vozes nem fossem reais Tampouco fosse sangue sobre a lua...
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Aquela esperança vívida do reino me fez pensar em quanto peso a gente carrega ao longo de toda uma vida só acreditando que depois disso tudo faz sentido. Esse cara passa todo o tempo treinando pra um antes que talvez não chegue. Parece pesado demais pra m
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O MILENARISTA
Andando ensimesmado pela rua,
Passou despercebido dos demais.
Talvez as vozes nem fossem reais
Tampouco fosse sangue sobre a lua...
Contudo, delirante continua
Sonhando céus e terras tais-e-quais
Aqueles que encontrara nos anais
Dos concílios dos santos que cultua.
Crê, d’estarte, que tudo está escrito,
Olhando sempre para o Infinito
Na ânsia de melhor ver onde o sagrado.
E, na esperança vívida do Reino,
Enxerga sua vida como um treino
P’ra ser, depois da morte, levantado...
Belo Horizonte – 20 10 1996
Thoughts
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PermalinkMas será que a gente consegue viver só pra depois, sem aproveitar o agora? Esse poema inteiro é renúncia.
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PermalinkEsse estado de ensimesmado, conheco bem.
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PermalinkAquela esperança vívida do reino me fez pensar em quanto peso a gente carrega ao longo de toda uma vida só acreditando que depois disso tudo faz sentido. Esse cara passa todo o tempo treinando pra um antes que talvez não chegue. Parece pesado demais pra mim, essa aposta inteira, mas tem coragem nisso.
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PermalinkMais um capítulo desse milenarista que já apareceu em vários poemas teus. Tem uma coisa dele que fica!
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