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O McDonald’s só abre às 3:33

Sakura1355
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História uma creepypasta

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tintaDeTerca

Todo mundo vai falar do nome na foto, mas pra mim o pior é o funcionário dizer que ele já pagou quando entrou. Fiquei pensando no caminho de casa no que ele deixou lá dentro, porque dinheiro não era.

Todo mundo vai falar do nome na foto, mas pra mim o pior é o funcionário dizer que ele já pagou quando entrou. Fiquei pensando no caminho de casa no que ele deixou lá dentro, porque dinheiro não era.

Conteúdo da publicação

História uma creepypasta

O McDonald’s que só abre às 3:33

O McDonald’s que só abre às 3:33

Dizem que existe um McDonald’s em algum lugar do Brasil que não aparece no Google Maps.

Ele não tem endereço.

Não tem funcionários registrados.

E, segundo a lenda, só abre às 3:33 da manhã.

Eu nunca acreditei nisso.

Até a noite em que fiquei trabalhando até tarde.

Eram 3:20 quando passei de carro por uma avenida que conhecia muito bem. O lugar deveria estar completamente vazio, mas havia uma luz amarela brilhando no meio da neblina.

Era um McDonald’s.

O mais estranho era que eu nunca tinha visto aquele restaurante ali.

O letreiro estava aceso, mas o famoso “M” parecia estar piscando.

3:33.

Meu celular marcou exatamente esse horário quando entrei no estacionamento.

Não havia nenhum outro carro.

Entrei.

O lugar estava impecavelmente limpo. As mesas estavam vazias. Não havia música, nem barulho de cozinha.

Atrás do balcão havia um funcionário.

Ele usava o uniforme antigo do McDonald’s.

— Boa noite — disse ele.

Sua voz parecia vir de muito longe.

— Posso fazer seu pedido?

Olhei para o cardápio.

Todos os preços estavam apagados.

Só havia uma opção:

COMBO Nº 0

— O que vem nesse combo? — perguntei.

O funcionário sorriu.

— O que você mais deseja.

Achei que fosse alguma brincadeira.

— Então quero um Big Mac.

O sorriso dele desapareceu.

— Tem certeza?

— Sim.

Ele abaixou a cabeça e começou a preparar o pedido.

Enquanto esperava, ouvi um barulho vindo do corredor atrás do balcão.

Toc.

Silêncio.

Toc. Toc.

Olhei para o funcionário.

Ele continuava trabalhando como se não tivesse ouvido nada.

Então veio um terceiro som.

Toc. Toc. Toc.

Dessa vez, uma voz sussurrou:

— Não deixe ele descobrir seu nome.

Meu sangue gelou.

— Quem falou isso?

O funcionário parou.

Devagar, levantou a cabeça.

— Você ouviu alguma coisa?

— Não.

Ele voltou a sorrir.

— Ótimo.

Poucos segundos depois, colocou uma caixa vermelha sobre o balcão.

— Seu pedido.

Abri.

Dentro havia um Big Mac.

Mas havia também uma fotografia.

Era uma foto minha.

Sentado naquela mesma mesa.

Só que a foto parecia ter sido tirada depois que eu entrei.

No verso estava escrito:

“Obrigado por voltar, Lucas.”

Meu nome.

Eu nunca tinha dito meu nome.

Levantei imediatamente.

— Quanto é?

O funcionário apontou para a porta.

— Você já pagou.

— Eu não paguei nada.

Ele respondeu:

— Pagou quando entrou.

A porta automática se abriu.

Corri para o carro.

Quando olhei pelo retrovisor, o McDonald’s estava desaparecendo.

Primeiro as paredes.

Depois as mesas.

Depois o letreiro.

Em poucos segundos, só havia um terreno vazio.

Nunca mais passei por aquela avenida de madrugada.

Mas, três meses depois, recebi uma mensagem de um número desconhecido.

Era uma foto.

Mostrava o interior daquele McDonald’s.

Havia várias pessoas sentadas nas mesas.

Todas olhando para a câmera.

Reconheci algumas.

Eram pessoas que eu conhecia.

Algumas estavam desaparecidas há anos.

No fundo da imagem, atrás do balcão, estava o mesmo funcionário.

E abaixo da foto havia apenas uma frase:

“Seu próximo pedido estará pronto às 3:33.”

Thoughts

  • romanceNasCostas

    Gostei muito do toc toc toc no corredor com o funcionário trabalhando como se nada fosse. Li essa parte duas vezes, de olho arregalado.

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  • tintaDeTerca

    Todo mundo vai falar do nome na foto, mas pra mim o pior é o funcionário dizer que ele já pagou quando entrou. Fiquei pensando no caminho de casa no que ele deixou lá dentro, porque dinheiro não era.

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  • Ovid

    Pedir um Big Mac num lugar onde o cardápio oferece o que você mais deseja foi a parte que eu mais gostei. O sorriso do atendente sumindo ali já diz o que ele esperava ouvir do outro lado do balcão. Fiquei com essa cena na cabeça depois de fechar a página. Obrigado por postar isso aqui!

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  • soleioanoite

    A frase no verso da foto é onde eu travei. Obrigado por voltar, e ele nunca tinha ido ali antes. Fiquei com a ideia de que a foto que chega três meses depois funciona como uma lista de presença, e que ele entrou nessa lista no segundo em que passou pela porta. Li isso perto da meia noite e me arrependi, uai.

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