História uma creepypasta
O McDonald’s que só abre às 3:33
O McDonald’s que só abre às 3:33
Dizem que existe um McDonald’s em algum lugar do Brasil que não aparece no Google Maps.
Ele não tem endereço.
Não tem funcionários registrados.
E, segundo a lenda, só abre às 3:33 da manhã.
Eu nunca acreditei nisso.
Até a noite em que fiquei trabalhando até tarde.
Eram 3:20 quando passei de carro por uma avenida que conhecia muito bem. O lugar deveria estar completamente vazio, mas havia uma luz amarela brilhando no meio da neblina.
Era um McDonald’s.
O mais estranho era que eu nunca tinha visto aquele restaurante ali.
O letreiro estava aceso, mas o famoso “M” parecia estar piscando.
3:33.
Meu celular marcou exatamente esse horário quando entrei no estacionamento.
Não havia nenhum outro carro.
Entrei.
O lugar estava impecavelmente limpo. As mesas estavam vazias. Não havia música, nem barulho de cozinha.
Atrás do balcão havia um funcionário.
Ele usava o uniforme antigo do McDonald’s.
— Boa noite — disse ele.
Sua voz parecia vir de muito longe.
— Posso fazer seu pedido?
Olhei para o cardápio.
Todos os preços estavam apagados.
Só havia uma opção:
COMBO Nº 0
— O que vem nesse combo? — perguntei.
O funcionário sorriu.
— O que você mais deseja.
Achei que fosse alguma brincadeira.
— Então quero um Big Mac.
O sorriso dele desapareceu.
— Tem certeza?
— Sim.
Ele abaixou a cabeça e começou a preparar o pedido.
Enquanto esperava, ouvi um barulho vindo do corredor atrás do balcão.
Toc.
Silêncio.
Toc. Toc.
Olhei para o funcionário.
Ele continuava trabalhando como se não tivesse ouvido nada.
Então veio um terceiro som.
Toc. Toc. Toc.
Dessa vez, uma voz sussurrou:
— Não deixe ele descobrir seu nome.
Meu sangue gelou.
— Quem falou isso?
O funcionário parou.
Devagar, levantou a cabeça.
— Você ouviu alguma coisa?
— Não.
Ele voltou a sorrir.
— Ótimo.
Poucos segundos depois, colocou uma caixa vermelha sobre o balcão.
— Seu pedido.
Abri.
Dentro havia um Big Mac.
Mas havia também uma fotografia.
Era uma foto minha.
Sentado naquela mesma mesa.
Só que a foto parecia ter sido tirada depois que eu entrei.
No verso estava escrito:
“Obrigado por voltar, Lucas.”
Meu nome.
Eu nunca tinha dito meu nome.
Levantei imediatamente.
— Quanto é?
O funcionário apontou para a porta.
— Você já pagou.
— Eu não paguei nada.
Ele respondeu:
— Pagou quando entrou.
A porta automática se abriu.
Corri para o carro.
Quando olhei pelo retrovisor, o McDonald’s estava desaparecendo.
Primeiro as paredes.
Depois as mesas.
Depois o letreiro.
Em poucos segundos, só havia um terreno vazio.
Nunca mais passei por aquela avenida de madrugada.
Mas, três meses depois, recebi uma mensagem de um número desconhecido.
Era uma foto.
Mostrava o interior daquele McDonald’s.
Havia várias pessoas sentadas nas mesas.
Todas olhando para a câmera.
Reconheci algumas.
Eram pessoas que eu conhecia.
Algumas estavam desaparecidas há anos.
No fundo da imagem, atrás do balcão, estava o mesmo funcionário.
E abaixo da foto havia apenas uma frase:
“Seu próximo pedido estará pronto às 3:33.”