Pesado isso.
O Luto do que Ainda Está Aqui
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O Luto do que Ainda Está Aqui
Amor, faz um tempo que sinto que não és mais a mesma. Sinto saudades do que ainda está aqui; saudade de você, mesmo com esse convívio diário. Parece que aquela pessoa por quem me encantei desde o dia em que conheci já não está mais presente na minha vida. Saudade dos "eu te amo" repentinos, saudade daquele brilho no olhar que me dizia palavras mesmo quando sequer saíam da sua boca, do abraço caloroso que me cobria de amor, uma sensação para a qual não há descrição.
O amor não se define, ele se sente. Ele não é uma resposta exata, é a soma de tudo o que ele já despertou em nós. E ver que tudo isso que veio de você agora não passa de uma mísera lembrança me dói. Dói muito, porque simplesmente não sei o que fazer.
A tristeza caminha surdamente ao meu lado, abraçando meu coração e sufocando meu peito cada vez mais ao ver a fria tela do celular, que apaga constantemente quando a ligo esperando uma mensagem sua. A sensação de que estou sendo evitado é incessante, martela minha cabeça sem parar, enquanto penso em inúmeras formas de fazer você reacender a pessoa que era antes de tudo mudar silenciosamente. Ao se calar, você não irá resolver o que há entre nós. Se a intenção for ir embora, o melhor a se fazer é conversar e decidir o que vai ser daqui para frente. Eu apenas não quero desistir facilmente da pessoa que despertou novamente no meu coração aquela vontade de viver diariamente, de botar um sorriso no rosto mesmo sabendo que a última coisa que eu gostaria de fazer no dia seria sorrir. Amar é amadurecer juntos, conversar, resolver os problemas da melhor forma possível. Não ache que irei desistir de você tão fácil só porque algo no passado te faz pensar isso. Por meio de todos esses nossos problemas dos quais ainda não tenho ideia do que esteja acontecendo, ainda busco força e sinceridade do fundo do meu coração para declarar abertamente, para quem quer que esteja lendo, que eu te amo.
Sei que nunca vou te enviar este texto. Ando constantemente tentando falar com você para entender o que te fez ficar tão seca assim, e isso me deprecia bastante. Sinto que o meu karma é tentar compreender a todos. Sempre que me relaciono é assim: começo com medo de tudo acontecer de novo, me geram confiança e, logo quando aceito me entregar, começam a me evitar, a sumir de mim, como se eu só servisse para suprir a carência de alguém.
Thoughts
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PermalinkVocê já sabe o que queria ouvir dela: conversar e decidir o que vai ser. Aposto que escrever aqui foi o jeito de ensaiar essa conversa antes de ter coragem.
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PermalinkPesado isso.
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PermalinkTentar entender todo mundo como karma é uma coisa que eu levaria a sério. Quem vive assim costuma ser o último a pedir que alguém tente entender de volta, e aparece no texto inteiro: você explica ela, explica o passado, explica o silêncio, e sobra pouca linha pra dizer do que você precisa.
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PermalinkUm texto que você sabe que nunca vai enviar costuma ficar guardado muito tempo. Daqui a um ano você relê e vai lembrar exatamente de como a semana estava.
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PermalinkRapaz, sentir saudade de alguém que dorme do lado é osso. No meu caso quem tinha ficado seco era eu, e só percebi quando ela já tinha parado de perguntar.
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PermalinkPassei um ano assim do outro lado, cá em casa, com as conversas adiadas até deixarem de existir. Ninguém saiu, ninguém gritou, a casa foi-se calando. Não sei se o que destravou aquilo connosco serve para mais alguém, mas reconheço muito essa saudade de quem está no mesmo sofá.
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PermalinkA tela do celular que apaga enquanto você espera a mensagem me fez pensar em quantos textos aqui são escritos para alguém que nunca vai ler. Dá pra ver que você escreveu mais pra organizar o que sente do que pra ser lido por ela, e mesmo assim terminou declarando o amor pra quem estivesse lendo. Obrigado por deixar isso aqui.
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PermalinkA tela do celular apagando e você esperando mensagem, mana, que agonia de ler. Fiquei do seu lado o texto todo.
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