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O Jardim infinito

ArthurMarcelo

Conteúdo da publicação

No jardim infinito há uma rosa

Com trepadeiras cheias de espinhos

As consequências e o tempo não foram bondosos

Então, criou sua própria defesa

 

Porém, com ela veio rancor

E longe de tudo, a rosa ficou

Mesmo com os espinhos, o Jardineiro a pegou

Mas, com as mãos sangrando, a largou com dor

 

No jardim infinito há uma orquídea

Simétrica, imponente e madura

Porém, leve, descontraída e de simples estatura

No alto da árvore encontra-se áurea

 

Um ser livre, independente

Longe demais para alcançar

Então, sobre a luz do luar

O Jardineiro caminha inconsequente

 

No jardim infinito há um lírio

Ao desabrochar mostra-se puro e inocente

Mas,sem esconder seu desejo inerente

Suas vontades e sonhos fluem como um rio

 

Contudo a intensidade a fez murchar

Logo, na sombra foi posta

E o Jardineiro, onde está?

No fluxo infinito do caminhar!

 

 

                                          

No jardim infinito há um girassol

Intenso, alegre, sorridente

Bondoso, corajoso e resiliente

Seguindo o dilema do Sol

 

No jardim infinito há uma papoula

Delicada, vibrante, adaptativa e resistente

Meio elétrica, excêntrica e diferente

Estando com a vida sempre paralela

 

No jardim há uma tulipa

Elegante, luxuosa e renovada

Observando atos de gentileza, entusiasmada

Devolvendo-os com carinho e sofisticação sem culpa

 

Tantas flores há

No jardim infinito

Mas, finito é o Jardineiro em conflito

Qual caminho a grama o levará?

 

O Jardineiro tem medo

Já deixou de regar

Já deixou de adubar

Fugindo do desespero de seu mundo

 

O Jardineiro tem medo

Medo de despedaçá-las

Medo de arrancar suas pétalas

De magoá-las com seu enredo

 

 

O enredo do Jardineiro

É sua vida

Sua autenticidade

Seu jeito de ser

 

Ele quer ser verdadeiro

Não quer ficar no nada

Quer seguir sua vontade

E com as flores pode aprender

 

 

 

Com a rosa a se proteger

Com a orquídea a amadurecer

Com o lírio a serenidade

Com o girassol a bondade

 

Com a papoula a aceitar-se

Com a tulipa a comportar-se

O Jardineiro pode ser desajeitado

Mas, depois de tudo, está mudado

 

Ele gostaria de agradecer pelos ensinamentos

Mas, está perdido

E o jardim está sumindo

Portanto, ele fecha os olhos

 

Um clarão absorve o ambiente...

 

-Jardineiro o que faz sozinho?

-Só, eu nunca fiquei!

-Agora qual serás seu caminho?

-De meu próprio jardim eu cuidarei!

Thoughts

  • juju_7

    Oxe, cada flor chegando com a mesma abertura de estrofe virou refrão aqui na cabeça, dava pra bater o pé junto até o girassol.

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No jardim infinito há uma rosa

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