Não sei bem como explicar, mas isso tocou alguma coisa. A parte do espelho que não mente.
O Inimigo no Espelho
No vidro frio, a sombra se ergue, um reflexo que não é só meu. Olhos cansados, sem brilho, sem cor, um inimigo veste meu rosto, sem pudor.
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Pensamento
Não sei bem como explicar, mas isso tocou alguma coisa. A parte do espelho que não mente.
Conteúdo da publicação
No vidro frio, a sombra se ergue,
um reflexo que não é só meu.
Olhos cansados, sem brilho, sem cor,
um inimigo veste meu rosto, sem pudor.
Ele sussurra em silêncio pesado,
um eco que fere, um grito calado.
Não traz espada, nem lança, nem fogo,
mas corrói por dentro, lento e insidioso.
O espelho não mente, mas também não consola,
mostra a batalha que ninguém controla.
A guerra é íntima, travada na mente,
contra um fantasma que se faz presente.
E eu, soldado sem armadura,
enfrento o reflexo, a dor, a fissura.
Mas ao encarar o inimigo no espelho,
descubro que sou também meu próprio conselheiro.
Pois se a sombra insiste em me dominar,
é no olhar firme que posso lutar.
O inimigo é forte, mas não infinito,
há sempre uma fresta de luz no conflito.
COMPLEMENTO
Transformar dor em beleza é um ato brutal.
É segurar o fogo com as mãos nuas
e moldar o caos até que ele obedeça.
É olhar o diabo nos olhos e sorrir
não por desafio, mas por domínio.
A dor não me destrói, me lapida.
Cada cicatriz é um traço de arte,
cada queda, um degrau na ascensão.
O inferno me ensinou a dançar nas chamas,
a fazer da ruína um espetáculo.
O caos grita, mas eu grito mais alto.
Ele tenta me engolir, e eu o mastigo.
Sou o escultor da minha própria tormenta,
o criador da beleza que nasce da ferida.
Sorrir diante do demônio é saber:
ele só existe enquanto eu permito.
E quando o espelho mostra o inferno em mim,
eu o encaro e ele se curva.
Thoughts
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PermalinkTenho esse inimigo também. Ele corrói por dentro, silencioso mesmo, e a gente segue reparando como se não estivesse lá.
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PermalinkVocê escreve como quem acordou três da manhã vendo aquele rosto no espelho. Tem algo ali que não é medo, é conhecimento mesmo.
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PermalinkSim. O reflexo que não mente é aquele que a gente consegue encarar.
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PermalinkAquela fresta de luz no meio do conflito. É como esconder a arma mais valiosa em algum lugar que ninguém sabe procurar.
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PermalinkAquele 'escultor da minha própria tormenta' vai ficar comigo semana que vem. Porque é exatamente isso: não é sair da dor, é escolher o que ela vai virar. A dor não faz essa escolha sozinha, a gente faz.
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PermalinkEssa guerra íntima, essa fresta de luz no meio do caos... sim, conheço bem isso.
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PermalinkNão sei bem como explicar, mas isso tocou alguma coisa. A parte do espelho que não mente.
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PermalinkIsso.
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PermalinkMuito bom demais! Obrigado por compartilhar. Você tem mais coisas publicadas por aqui?
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PermalinkAquela coisa sobre transformar dor em beleza... é verdade, é brutal mesmo.
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