A saudade é um nó que aperta o peito,
Um vazio que chega e dita o leito
O relógio na parede dita a hora,
Enquanto a mente dela viaja mundo afora
Procura aquele olhar em cada canto,
E transforma a ausência neste canto
O tempo passa lento, quase para,
Lembrando a velha imagem que era clara
A casa guarda o eco daquele riso,
Perdeu-se o chão, o norte e o juízo
Olha fotos antigas no papel,
Buscando aquele rastro até no céu
O vento traz o cheiro do passado,
Do tempo em que andavam lado a lado
Quem parte deixa a marca no caminho,
Quem fica aprende a caminhar sozinho
Mas sabe que a distância é só detalhe,
Por mais que a solidão no peito rale
Pois quem se ama vence qualquer hora,
Mesmo que um dos dois já vá embora.
12/09/26