Que reflexão interessante.
É muito bom ler uma perspectiva que humaniza o homem dessa forma, e ainda, acrescentaria que despindo-o de tantas nuances que vergam-se à críticas que não espelham o que é real.
Para somar ao seu pensamento, o que percebo em algumas situações é que o homem possui um instinto protetor e romântico que se manifesta de formas muito particulares. Muitas vezes esse carinho se resume a atitudes que podem não fazer muito sentido imediato para as mulheres, mas que são a maneira dele demonstrar afeto.
A sensibilidade masculina tende a ser mais racional do que emocional: ele demonstra que se importa resolvendo um problema prático, reparando em um detalhe físico marcante (como o perfume ou o cabelo) ou simplesmente querendo estar por perto.
Esse romantismo funciona melhor quando o homem não é cobrado. A hora de se abrir é determinada exatamente pela mulher que está à sua frente, principalmente quando ela é capaz de fazer com que o coração dele encontre paz.
Quando o homem percebe que não precisa performar, que pode baixar a guarda e que suas vulnerabilidades não serão usadas contra ele, aquele "homem fechado" dá lugar a alguém que repara nas dobrinhas, que guarda o cheiro na roupa e que valoriza a calmaria de um momento a dois. Acredito que é na paz de um relacionamento seguro e pronto para compreender o outro que o verdadeiro romantismo floresce.