— Eu não tenho ninguém para sentar aqui comigo... Não quer? — Fora dito a muito tempo atrás, vindo de quem comentei que estava ao meu lado em um dia chuvoso, e que vejo todos os dias... o que os torna... excruciantes.
Dando sequência, pretendo finalmente expor e por pensamentos em seu devido lugar. Há um ano atrás vivi algumas das minhas melhores memorias (mas isso é assunto para outro momento), bem, em agosto daquele ano, ela chegou. Longos cabelos castanhos (atualmente curtos e negros...), dotada de três jeitos... 'amáveis', usando roupas que lhe traziam um estereótipo um tanto 'bucólico', possuía timbre calmo (que quando se exaltava era... admito engraçado). Em seu primeiro dia, era quieta, ligeiramente fechada, não fez muitas amizades do mesmo gênero (ponto que aguardarei para mais tarde). Neste mesmo dia foi nos passado uma dinâmica, em pares, ela estava sozinha, então, sem pensar duas vezes fiz o que o caro esta a pensar neste exato momento. (Perderia a chance?). Ao me aproximar, ela já notara o que este queria, e então fizera a pergunta. Ao responder que sim, me sentei, sem muito esforço, lhe tomei um sorriso, era uma piada sem graça atualmente, ela haveria de ter rido por educação. (Caro, lhe adianto que não). Mas afinal... quem passaria a rir de uma piada sem graça por cerca de mais de dois minutos inteiros?
Quando aquela dinâmica havia acabado, estávamos conversando, que por sinal fora uma boa conversa. (Lhe arranquei mais calorosas risadas). Claro, desde aquele dia em diante nos tornamos 'amigos'; devo dizer, fora rápido. Ao decorrer de semanas (caro, perdão, mas há muito), ficamos muito próximos, eu, era seu favorito. Por consequência, um dia, ela revelou, o óbvio, nós dois sabíamos, que olhos doces e carinho (caricias), significavam outro tipo de coisa; mas nunca uma inocente amizade.
Algumas semanas se passaram, nossos olhares se tornaram lotados de ternura, o carinho se tornou 'caricias'... demasiadas (depravadas), e então, já estávamos fazendo juras de amor; ela me contara tudo, cada detalhe de sua infância, até sobre a pureza... que lhe foi roubada... ainda à essa época... (Sim, é o que se vem à mente).
Então, um dia ela me traz uma notícia, seus pais não aprovaram e nem 'aprovam', "O que temos". Não irei me estender. Ela não 'lutou' nem foi contra as decisões de sua mãe, — Você sabe que eu sou fraca... — Sim, eu sei disso.
Acabou. Em novembro daquele ano. Agosto, novembro. Qual será o próximo? Ah, setembro.
"Haveria maneira correta de amar uma vela, sendo uma mariposa?"