— Ele me trata como se não fosse nada... Eu o vi com ela... — Disse ela, entre soluços, e as lágrimas que tentava esconder, limpando-as com seus olhos já ligeiramente vermelhos.
Antes de prosseguir, caro, creio ter me esquecido, do dia chuvoso: Estávamos passeando pelas ruas do centro e visitando lojas sem sem adquiri nada (por favor, não erga sua sobrancelha) com o pouco tempo que tínhamos para nós vermos à sós. Ela estava atenta as nuvens ao céu, que em tom escuro e de aparência pesada, tomavam o céu sobre nós. Ao sairmos de uma loja de brinquedos (e este suportar seu lado mais infantil), as primeiras gotas de chuva começaram a nos atingir enquanto continuavámos nosso 'passeio'. Seu cabelo (que neste período já havia sido encurtado) estava encharcado, riu enquanto dizia que o deste, estava melhor após ser atingido pela chuva. Não tínhamos pressa, mas claro, não era prudente que nós ficássemos ensopados, então, tivemos que encerrar o passeio. Naquele dia, por conta da "satisfação", houveram carícias e gestos que nos puseram numa delicada situação, onde dalí em diante, tivemos que 'acatar' a uma ordem de "afastamento".
Em fim. Não um. Mas, dois. Depois de mim atualmente foram dois, o último a levou ao seu estado descrito anteriormente. Não houve 'rancor' em nosso rompimento repentino, por isso, a escutei, como um amigo. (Erro que atualmente torna tudo ainda mais excruciante). Ela estava frágil, como sempre. Apesar de em suas palavras afirmar detestar se sentir 'fraca', a este ponto já me doía ver aqueles lindos olhos grandes quase transbordando. Então, voltamos a nos falar, não do mesmo jeito de antes claro (deveria repetir o pedido anterior?), mas a confortava, e tentava ser naquele momento de forma genuína, o amigo de quem ela precisava. Entretanto, quando ela me contara que ele havia lhe pedido 'desculpas', eu, sendo sincero quanto à meu pensamento sobre tudo que lhe havia acontecido, afirmei que ele não iria 'mudar' apenas por ter lhe pedido desculpas, e, que atitudes deveriam ser o que importa. Ela apenas... 'afirmou que não era eu que decidiria isto'... (Não me surpreendi).
Ainda estou me estendendo demais... Será que omiti ou esqueci de alguma coisa? (Cabe ao caro, tecer suas próprias conclusões).
"Uma mariposa é morta pela chama de uma vela, ou por sua inocência, que à leva a crer na beleza de algo fatal para sua existência?"