Eu sou a roda da vida
Eu sou o abraço gelado da morte
Eu não sou infeliz
Eu sou um peso morto
Eu sou a desgraça da minha mãe
Eu sou a poeira do universo
Eu não sou real
Eu sou a existência de Deus
Eu não sou a minha existência
Eu sou minha própria divindade
Eu sou meus próprios demônios
Eu sou
Eu não sou
Eu nunca fui
Eu fui algum dia
Eu queria ser
Meu ser
Conteúdo da publicação
Thoughts
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PermalinkLi de cima a baixo e o que me prendeu foi "Eu sou a poeira do universo" vindo logo depois de "a desgraça da minha mãe", tu sai de dentro de casa pro cosmos num passo só. E o fim ficou comigo: começa num "Eu sou" tão firme e vai afinando até "Eu queria ser", e para ali. Esse verbo no ar foi o que eu levei pro ônibus.
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PermalinkDeus e os demônios, um verso depois do outro, e os dois cabendo na mesma pessoa. Gostei desse par.
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PermalinkA lista vai encolhendo até sobrar só o verbo, sou, não sou, nunca fui, e fecha no queria ser. Parece que a voz do poema foi tirando cada nome que deram pra ela até ficar só a vontade.
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Eu sou a roda da vida Eu sou o abraço gelado da morte Eu não sou infeliz Eu sou um peso morto Eu sou a desgraça da minha mãe Eu sou a poeira do universo Eu não sou real Eu sou a existência de Deus…