aquela cena no casamento onde a famĂlia tem que se defender - isso Ă© o mais importante que vocĂȘ escreveu.
đ O AMOR NĂO TEM COR NEM RĂTULO
Uma História de Amizade, Justiça e Destino
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Pensamento
aquela cena no casamento onde a famĂlia tem que se defender - isso Ă© o mais importante que vocĂȘ escreveu.
ConteĂșdo da publicação
Uma História de Amizade, Justiça e Destino
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PRĂLOGO
Naquela cidade antiga, com ruas que guardavam histĂłrias e uma casa que escondia segredos no sĂłtĂŁo, a vida de quatro jovens se entrelaçou de um jeito que ninguĂ©m poderia prever. NĂŁo era uma histĂłria de contos de fadas. Era uma histĂłria de pessoas reais â com medos, dores, preconceitos e, acima de tudo, amor.
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CAPĂTULO 1 â O ENCONTRO NA PRAĂA
Kairo caminhava pela praça com aquele sorriso fåcil e os olhos verdes brilhando ao sol. Foi ali que viu Luan, sentado sozinho, desenhando num caderno. Sem hesitar, aproximou-se e puxou assunto. Naquela conversa simples, nasceu uma amizade que duraria a vida toda.
Pouco depois, conheceram Marina. E o que parecia ser um trio perfeito, começou com uma pequena guerra: Marina e Luan não se suportavam. Cada olhar, cada comentårio⊠pareciam feitos para discordar um do outro. Mas Kairo, com seu jeito calmo, sempre esteve no meio, segurando os dois lados.
Com o tempo, as brigas diminuĂram. O respeito cresceu. E Marina e Luan descobriram que, na verdade, eram muito parecidos. Tornaram-se melhores amigos de verdade. E foi assim, entre risadas e confidĂȘncias, que Kairo e Marina perceberam: o amor estava ali, crescendo devagar, forte e bonito.
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CAPĂTULO 2 â A CASA E O SEGREDO DO SĂTĂO
Os trĂȘs se mudaram para uma casa antiga, de Dona Beatriz. A senhora nĂŁo queria alugar, mas o marido, antes de falecer, havia pedido que abrisse a casa para alguĂ©m de bem. E foi no andar de cima, abandonado hĂĄ anos, que começaram a ouvir barulhos estranhos. Passos, arranhĂ”es⊠algo se escondia na escuridĂŁo.
Com coragem, subiram. Encontraram um esconderijo secreto. E ali, tremendo de medo, havia apenas um cachorrinho escuro e pequenininho. Chamaram-no de Pipoca. Com o tempo, ele cresceu e revelou sua beleza: um Pastor AlemĂŁo totalmente preto, raro e majestoso.
Luan se encantou pelo lugar. Arrumou o andar de cima, transformou em seu cantinho â com quartos, estante de livros e um espaço de estudos. E ali, no lugar que antes era assombração, fez sua morada.
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CAPĂTULO 3 â ZAYN E OS NOVOS LAĂOS
A vida seguiu. E Luan, que sempre fora ele mesmo â sem mudar jeito, sem usar roupas que nĂŁo eram suas â conheceu Zayn. Um nome despojado, um coração gentil. E foi entĂŁo que Luan entendeu o que sentia: amava meninos, e amava Zayn.
Não houve vergonha, não houve medo. Apenas verdade. Os dois se entenderam, se cuidaram e moraram juntos, felizes e tranquilos. Zayn trouxe para casa uma gatinha branca e fofa chamada Floquinha, que era ciumenta e só queria o dono. Luan trouxe Trovão, um gatinho carinhoso que grudou nele. E aos poucos, até Floquinha se rendeu ao coração bom de Luan.
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CAPĂTULO 4 â O CASAMENTO E O REENCONTRO
Kairo e Marina decidiram se casar. A igreja, a festa, a alegria de todos reunidos. E foi pouco antes desse dia, que o destino pregou uma peça. Kairo esbarrou numa menina de roupas largas, Ăłculos de grau fortes e jeito tĂmido. Chamava-se LĂvia.
A aproximação entre os dois foi estranha. Pareciam se conhecer de algum lugar. Marina sentiu ciĂșmes, e com razĂŁo â a sintonia entre eles era impressionante. AtĂ© que a mĂŁe de LĂvia apareceu na festa e tudo foi revelado: eram amigos de infĂąncia, separados quando a famĂlia rica de LĂvia precisou se mudar para o exterior. Agora voltavam para expandir seu impĂ©rio de chocolates finos. LĂvia sonhava em ser atriz e dubladora. E aquela ligação misteriosa? Era apenas o coração reconhecendo alguĂ©m que nunca deveria ter partido.
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CAPĂTULO 5 â O PASSADO QUE RETORNOU
Um dia, na padaria de Marina, uma mulher loira e de olhos claros entrou. Kairo a reconheceu de imediato. Era Elizabeth â Lizzie. A mesma menina que, na infĂąncia, o havia rejeitado com palavras cruĂ©is: âNĂŁo quero nada com vocĂȘ porque Ă© negro.â
Agora, dizia ter mudado. Dizia trabalhar contra o racismo. E pior â perseguia Kairo. Aparecia em todos os lugares, passava perto de casa, insistia em se aproximar. Kairo escondeu de Marina por medo de machucĂĄ-la. Mas quando ela começou a sofrer sem entender nada, ele resolveu contar tudo.
Marina ouviu em silĂȘncio. Segurou a mĂŁo dele e disse: âEla rejeitou o menino que vocĂȘ era. Mas eu amo o homem que vocĂȘ se tornou. E confio em vocĂȘ.â
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CAPĂTULO 6 â NO TRIBUNAL
O destino os reuniu de novo. Kairo e Lizzie foram designados para o mesmo caso: um homem negro chamado Jeff havia sido humilhado, xingado de âmacacoâ, âcabelo de bombrilâ, impedido de trabalhar num supermercado. Chorou de dor enquanto o outro homem continuava a ofender.
Kairo pensou que seria difĂcil trabalhar ao lado de Lizzie. Mas ela o surpreendeu. Em duas semanas, recolheu provas, imagens de cĂąmeras, testemunhas â o que levaria meses, ela fez em dias. Defendeu Jeff com fĂșria e coragem, apontou o dedo diante da juĂza e nĂŁo se calou. Mostrou que realmente havia mudado.
Venceram o caso. Fizeram justiça. E o destino sorriu de um jeito inesperado: Lizzie se apaixonou por Jeff. E foi assim que a advogada que lutou pela justiça dele, se tornou o amor da vida dele. Casaram-se, felizes e unidos.
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CAPĂTULO 7 â A DEFESA
No casamento de Lizzie e Jeff, todos estavam reunidos. Luan e Zayn, de mĂŁos dadas, aproveitavam a festa em silĂȘncio. AtĂ© que um homem, com voz alta e cheia de julgamento, apontou para eles e disse:
â VocĂȘs sĂŁo um casal de gays? Deus nĂŁo gosta disso! Deus despreza isso!
Luan e Zayn ficaram paralisados. Antes que pudessem responder, Kairo se colocou Ă frente deles, firme e sereno. Sua voz ecoou forte:
â VocĂȘ fala de Deus e diz que Ele despreza alguĂ©m? Pois eu te digo: Deus Ă© AMOR. E onde hĂĄ amor verdadeiro, hĂĄ a presença Dele. Olhe para esses dois: sĂŁo homens bons, leais, generosos. Se isso Ă© pecado, entĂŁo o que Ă© julgar e odiar? E outra coisa: ninguĂ©m diz quem merece estar aqui. Eles sĂŁo meus amigos, e eu os defendo com a minha vida.
O homem calou-se, envergonhado. Luan e Zayn olharam para aquele amigo que sempre os protegia, e compreenderam: a famĂlia nĂŁo Ă© sĂł sangue. SĂŁo os que ficam ao seu lado quando o mundo vira as costas.
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EPĂLOGO
O tempo passou. A marca de chocolates de LĂvia cresceu. Marina prosperou com sua padaria. Kairo seguiu fazendo justiça. Luan e Zayn construĂram sua vida com dignidade e amor. Lizzie e Jeff viveram felizes, provando que o perdĂŁo e a mudança sĂŁo possĂveis.
E assim, naquela cidade antiga, sob o cĂ©u que a todos iguala, eles aprenderam que o amor nĂŁo tem cor, nĂŁo tem rĂłtulo, nĂŁo tem regras impostas por ninguĂ©m. O amor apenas Ă. E isso basta.
âQue o amor seja sempre a nossa maior lei.â
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Thoughts
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PermalinkMarina e Kairo se amavam, mas só percebem depois? Ou era óbvio pra todo mundo desde o começo?
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PermalinkQuantas vezes na vida a gente precisa escolher entre ficar calado e defender alguém. Essa história sabe disso.
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PermalinkAdorei aquela parte do cachorro saindo do sĂłtĂŁo. Pipoca.â€ïž
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PermalinkComo foi pra vocĂȘ escrever sobre Luan assumir que ama meninos? Parecia tĂŁo natural na histĂłria.
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Permalinkaquela cena no casamento onde a famĂlia tem que se defender - isso Ă© o mais importante que vocĂȘ escreveu.
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