Emaranhados de pensamentos, pensamentos acumulados, pensamentos torturantes, por que, mesmo tanto ao sofrer, estraga tudo repentinamente? Talvez eu goste dela, se sempre a tive e sempre a alimentei.
As pessoas costumam chamá-los de exagero, tanto exagero, em que até eu posso me achar perante um drama, o drama em que o personagem é desprezível, tão real. Para que me fizeram tão mal a chegar a esse ponto?
Dramático, dor dramática, tão falsa, o medo faz ela ser irreal, ao nível de até achar ser apenas exagero. Em um mundo que não posso confiar em ninguém a dizer o que sinto, ela é esquecida e, quando imaginada, nunca acontecida.
É estranho, estranho ter tanto medo, as pessoas são assustadoras, e eu não aguento mais ficar perto delas. Corações de pedra, apáticas normalizam a solidão, e eu não aguento viver assim nessa podridão.
Labirinto, me sinto em um labirinto vazio infinito em que corro sempre voltando ao mesmo lugar. É escuro, estou morrendo de medo, mas ninguém virá me ajudar.
Quanto mais tento suportar, mais sufocante se torna, estou prestes a sufocar. Tem água em formato de pesadelos no meu pulmão, os monstros me puxam um pouco mais abaixo desse rio.
Exagerado, fraco e patético, até quando vai continuar correndo, pequeno coelho? Poupe sua energia, que lhe vale viver nessa distopia?
No final o medo vai devorar a todos, medo assustador e cruel, apenas a brincar com nossa mente. Ele ri, e nós choramos; o choro é inútil, não consigo chorar. Quando não tem ninguém a nos ver, o desespero é angustiante.
Socorro, alguém pode me ajudar? Acho que não, maldita mente exagerada, percebe? Até eu sou um dos monstros.