Há dias em que a alma não pede respostas.
Pede silêncio.
Pede o som do mar,
o vento entre os coqueiros
e um instante em que o tempo desacelere.
Então os olhos começam a notar
o verde das folhas,
a força das raízes,
o perfume das flores,
o canto dos pássaros
e a vida que dança
em cada canto da criação.
Não para fugir da vida,
mas para lembrar
que ela também mora nas coisas simples.
Foi Deus quem espalhou essa beleza pela terra,
como quem deixa um abraço
à espera de quem passa.
E, quando respiro fundo,
descubro que a criação sorri
em cada detalhe.
Há coisas que existem
apenas para serem sentidas.