No dia do meu enterro, vejo as pessoas se despedindo de mim, chorando, falando sobre o que fui, vendo a vida chegar ao fim.
Olho de longe esse adeus, sob a sombra de um céu cinzento, e sinto saudades de tudo que fiz, de tantos risos e de cada sentimento.
Saudade de cada coisa boa, dos meus amigos e amigas leais, dos palcos do teatro, do tempo que voa, de instantes que não voltam mais.
Estudei muito, me esforcei bastante, busquei o meu brilho, segui minha voz, e vi que a arte de maior valor foi conectar os que estavam perto de nós.
Eu quis profundamente mudar a forma de falar, revolucionar a interação no meu país.
E fazer o Brasil aprender a escutar, para ver nossa gente mais unida e mais feliz.
Hoje, sinto que poderia viver mais, mas sei que a vida é exatamente assim:
ela é muito boa, traz orgulho e paz - mas é tão curta quando chega ao fim.
Autor: Lucas Rodrigues Vasconcelos.