Não, eu não gosto de você, apesar do medo que tinha de te perder.
Não, eu já esqueci de tudo, apesar de lembrar a cada segundo.
Mas não, eu não lembro de você, apesar de pensar em nós a cada palavra que vou escrever.
Não, eu nunca coloquei expectativas, apesar de todas as músicas românticas que salvei, achando que um dia se tornariam sobre a nossa vida.
Não, eu nunca desejei te ter, apesar de que te ver era minha coisa favorita de se fazer: olhar e pensar como seria passar a tarde inteira rindo com você.
Como seria se eu não tivesse pisado na bola? Como seria se eu tivesse pensado em você na hora? Como seria se a gente tivesse maturidade suficiente para entender como lidar com as situações que a vida nos faz passar?
Mas não, eu não gosto nada de você.
Até porque tudo desmoronou. A gente decidiu se despedir, deixar tudo para trás e ficar em paz.
Mas, olhando para trás, de verdade, eu não sinto sua falta. Eu só me sinto culpada por algo que talvez tivesse a chance de acontecer.
Mas, depois de tudo o que aconteceu, eu nem quero mais te ver, porque sei que vai doer. Prefiro mentir para todos que não sinto sua falta do que mostrar o que sinto e depois me arrepender.
Mas não, eu não gosto de você.