Antes de mergulharmos nessa água quente durante o verão, gostaria de deixar claro aos parceiros leitores, que é a primeira vez que vou tentar marcar um encontro de minhas fantasias e essas palavras. Espero que tenhamos uma boa viagem.
Durante essa tarde cinza de setembro, pude me perder facilmente nos meus pensamentos. Enquanto a água escorria pelas janelas, senti perfeitamente, a textura da sua pele molhada na ponta de meus dedos. A maneira como minhas mãos percorre cada parte de você, me faz pensar que sou capaz de me lembrar das coisas, antes mesmo delas acontecerem. A cor de pele de Miguel foi oque me trouxe a esse impasse. Seus ombros largos e gentis, na medida exata de um príncipe feito a pincel, me entrelaçam em jogos de seduções. Sua presença feroz, com suas mãos ásperas, são capazes de me arrancar as roupas sem precisar me tocar. A maneira como seus olhos acompanham cada minucioso detalhe, me envolvem na magia de fazer o tempo parar, sem roupas, dançamos lambada. Quando cruzamos as mesmas ruas, o nosso primeiro encontro nos mostrou como seria todos os outros. Molhados, intensos, calorosos, muita vontade e tão pouco espaço. Com meus 21 anos, estava desbravando meus próprios mares e preenchendo meus espaços com um pouco mais de mim. Por ventura, virei a esquina de Miguel. Ele com seus 27 anos, apaixonado por mulheres e futebol. A medida que fomos partilhando momentos, expondo desejos e vulnerabilidades, nos foi dada a certeza de que todo aquele fogo só iria queimar enquanto não houvesse compromisso. As noites eram curtas e os nossos dias longos, mas, felizmente nunca iguais. Todos os dias, meus ouvidos estavam atentos a qualquer som novo que você fosse capaz de emitir. Suas mãos em minha cintura, com a força e a pressão exata de quem tem fome e saboreia como e onde quer, seus olhos me devorando e você cada vez mais firme navegando em mim. Seus rugidos e a frequência de sua respiração, são capazes de fazer escorrer, um mar de leite de rosas para você...
não quis deixar muito extenso, se gostarem da travessia tornarei a escrever. lianaju, ansiosa e com fome