Cheguei até o primeiro refrão e acabou meu tempo. Amanhã sigo da ponte em diante.
MONSTRO 2.0 — O NASCIMENTO DA SOMBRA
Yeah...
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Pensamento
Cheguei até o primeiro refrão e acabou meu tempo. Amanhã sigo da ponte em diante.
Conteúdo da publicação
[Intro — Spoken Word | Voz grave, sussurrada]
Yeah...
Eu lembro...
Dos corredores.
Dos olhares.
Das risadas que atravessavam meu silêncio.
Eles me chamavam de estranho...
De fraco...
De monstro.
Mas ninguém parou pra perguntar
O que acontecia comigo
Quando as luzes se apagavam.
Eu não nasci assim...
Eu fui me tornando.
E essa...
É a minha história.
[Verso 1 — A Origem da Dor]
Na escola, meu nome era assunto entre os covardes,
Transformavam minhas diferenças em piadas pelos corredores.
Eu passava em silêncio, tentando não chamar atenção,
Mas cada olhar atravessado perfurava o coração.
Chamavam de esquisito, diziam que eu não pertencia,
E eu contava os minutos pra terminar mais um dia.
Eu queria ser ouvido, encontrar compreensão,
Mas só encontrava risadas disfarçadas de diversão.
No intervalo, eu me escondia entre o barulho e a multidão,
Tanta gente ao meu redor, tanto vazio na solidão.
Cada apelido deixava uma marca que ninguém enxergava,
E cada vez que eu me calava, minha angústia aumentava.
Eu perguntava pra mim mesmo: "O que existe de errado?"
Por que ser diferente me deixava tão julgado?
Até que o espelho revelou, naquela noite sem luar,
Um garoto tão cansado de tentar se encaixar.
[Pré-Refrão — Crescimento, tensão nas cordas]
Não foi um dia...
Não foi uma escolha...
Foi o peso de anos inteiros
Transformando minha revolta.
Eu só queria ser alguém,
Ter o direito de existir.
Mas enquanto o mundo me apagava,
Algo começou a surgir.
[Refrão — Explosivo, coral grave]
MONSTRO!
Foi assim que me chamaram,
Enquanto os meus pedaços pelo chão se espalhavam.
Forte, ágil, inteligente,
Uma sombra no presente, um passado persistente.
MONSTRO!
Olha o que restou,
Do garoto que vocês feriram, do silêncio que gritou.
Mas eu não sou a vingança que vocês querem encontrar,
Sou a voz daquele menino que cansou de se calar.
[Verso 2 — O Despertar da Sombra]
Na escuridão do meu quarto, comecei a me encontrar,
Cada queda, cada dúvida, me ensinava a levantar.
Disciplina na rotina, minha mente em construção,
Transformando a insegurança em firmeza e decisão.
Já não era o mesmo rosto que abaixava o olhar,
Já não precisava de aplausos pra continuar a caminhar.
Minha postura se elevou, minha vontade despertou,
Mas a paz que eu procurava ainda não me encontrou.
Quem me via pelos cantos não reconhecia quem eu era,
O menino que ignoravam agora atravessava a esfera.
E os olhares que feriam começaram a se inverter,
Mas ninguém viu quantas batalhas eu precisei vencer.
Eu conquistei minha coragem, construí minha direção,
Mas ainda havia tempestades escondidas no coração.
Porque a força que eu mostrava não apagava o que vivi,
E o passado que eu tentava superar permanecia aqui.
[Pré-Refrão 2 — Voz crescente, batida interrompida]
Vocês criaram os apelidos,
Mas não conhecem minha versão.
Julgaram o que enxergavam,
Nunca ouviram meu coração.
Eu não queria ser temido,
Nem fazer alguém se esconder.
Eu só queria ser respeitado,
Ter o direito de viver.
[Refrão — Mais pesado, bateria e coral]
MONSTRO!
Foi assim que me chamaram,
Enquanto os meus pedaços pelo chão se espalhavam.
Forte, ágil, inteligente,
Uma sombra no presente, um passado persistente.
MONSTRO!
Olha o que restou,
Do garoto que vocês feriram, do silêncio que gritou.
Mas eu não sou a vingança que vocês querem encontrar,
Sou a voz daquele menino que cansou de se calar.
[Ponte — Piano sombrio, voz vulnerável]
E se eu pudesse voltar...
Naquele corredor vazio...
Encontraria aquele garoto
Encolhido dentro do frio.
Diria: "Você não é fraco
Por sentir o que sentiu.
Não precisa ser de pedra
Pra enfrentar o que surgiu."
Talvez faltasse um abraço,
Uma palavra, uma atenção.
Alguém que visse o sofrimento
Por detrás da expressão.
Porque eu passei tanto tempo
Construindo uma proteção,
Que quase perdi de vista
Quem eu era em meu coração.
E agora eu me pergunto,
No silêncio dessa noite:
Se eu venci aquela guerra...
Por que ainda escuto as vozes?
[Verso 3 — O Confronto Interior]
Hoje eu caminho de cabeça erguida, não esqueço o que passei,
Cada marca da memória guarda tudo o que enfrentei.
Mas não quero ser o reflexo da crueldade que sofri,
Nem fazer outro inocente carregar o que eu senti.
Eu conheço o peso do riso quando ele vem pra humilhar,
Sei como é estar entre pessoas sem ter com quem contar.
Se encontro alguém sozinho, sem coragem de falar,
Eu me lembro daquele menino que só queria escapar.
Minha força não é o medo que consigo despertar,
É poder olhar pro passado sem deixar me aprisionar.
Eu não preciso da vingança pra provar que sobrevivi,
Nem transformar minha tristeza na razão de existir.
Tenho sombras, tenho falhas, tenho coisas pra entender,
Mas não deixo as minhas feridas escolherem quem vou ser.
Se me chamam de monstro, não conhecem a verdade:
Por trás dessa armadura, ainda existe humanidade.
[Refrão Final — Épico, coral e emocional]
MONSTRO!
Foi assim que me chamaram,
Sem saber quantas batalhas minhas noites carregaram.
Forte, ágil, inteligente,
Mas ainda sou aquele garoto que queria ser diferente.
MONSTRO!
Hoje eu sei quem sou,
Não sou tudo aquilo que a crueldade fabricou.
Eu não preciso de vingança pra provar que sobrevivi,
O menino que vocês feriram ainda existe dentro de mim.
E se o mundo perguntar
Como eu consegui chegar até aqui...
Eu direi:
Não foi porque virei um monstro...
Foi porque, mesmo na escuridão,
Eu não desisti de mim.
[Outro — Spoken Word | Voz grave, eco profundo]
Eles riam...
Eu me calava.
Eles julgavam...
Eu me reconstruía.
Chamaram de monstro
Aquilo que nunca tentaram compreender.
Mas hoje eu sei...
Minha dor faz parte da história.
Não é o fim dela.
Eu não nasci pra ser o medo de ninguém.
Eu nasci pra descobrir
Quem eu poderia ser.
[SFX: Batida final, eco grave e silêncio absoluto.]
FIM.
Thoughts
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PermalinkLi a abertura sussurrada já ouvindo a voz na cabeça, tipo trailer. Você chegou a gravar isso ou ainda tá só no papel?
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PermalinkO Verso 3 fecha com um cara que agora, quando vê alguém isolado e sem coragem de falar, enxerga nele o garoto que foi. Isso me fez pensar que o fim de verdade de uma história de escola assim costuma estar aí, em quem a pessoa passa a proteger depois, mais do que em qualquer vitória. Aposto que muita gente aqui se reconhece nesse corredor.
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PermalinkCheguei até o primeiro refrão e acabou meu tempo. Amanhã sigo da ponte em diante.
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