O Victor precisando de um quiz de internet pra descobrir o que o leitor já sabia faz uns quatro capítulos kkk
Minha décima primeira noite de amor
Pensamento
O Victor precisando de um quiz de internet pra descobrir o que o leitor já sabia faz uns quatro capítulos kkk
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Segunda-feira, 22/01/2024
Com muito esforço, consegui assumir o controle do meu corpo. Do-hyun está surtando na minha cabeça agora. Neste exato momento, estou no meu escritório.
Fecho os olhos e me concentro bem. Então vejo ele: Do-hyun, no meu subconsciente.
Ele é exatamente igual a mim e está usando suas roupas de príncipe herdeiro.
- Parece que eu assumi o controle. - digo, satisfeito.
- Não fique tão confiante. - diz Do-hyun, frustrado. - Eu vou assumir o controle assim que tiver uma oportunidade.
- Eu vou ficar gritando na sua cabeça. - diz Do-hyun, com convicção. - Não vou te deixar em paz por nenhum segundo.
- É o que vamos ver! - digo, antes de estalar os dedos.
De repente, uma fita surge na boca dele.
- Tenta gritar agora. - digo em tom de deboche.
- Pronto. - digo, enquanto abro os olhos.
Que alívio... é tão bom não ter ninguém dizendo lorotas na minha cabeça.
Mas há alguém que eu não consigo tirar da mente, e essa pessoa se chama Ariel. Não importa o que eu faça, nunca consigo parar de pensar nele.
Eu sinto sua falta.
Em que fase eu estou agora? O Ariel disse que ainda demoraria até chegar à fase final. Estou curioso.
- Como saber se estou apaixonado? - digo, enquanto digito no computador.
Um quiz aparece nos resultados da pesquisa.
"Descubra agora o que você sente."
Clico rapidamente.
A primeira pergunta surge na tela.
Seu coração acelera quando você está perto dessa pessoa?
- Sim... - murmuro, clicando na resposta.
Você sente vontade de vê-la todos os dias?
- Sim.
Você pensa nessa pessoa mesmo quando está ocupado?
- Sim.
Você sente ciúmes quando imagina essa pessoa com outra pessoa?
- Sim...
Você sente vontade de abraçá-la ou beijá-la?
Minha mão para sobre o mouse por alguns segundos.
- ...
Então clico na resposta.
Sim.
A tela carrega por um momento.
Resultado: você está apaixonado.
Fico olhando para a tela em silêncio.
- Eu estou... apaixonado pelo Ariel. - digo, incrédulo. - Como eu cheguei à fase final sem perceber?
Não sei em que momento isso começou, mas estou com muita vontade de beijar o Ariel. Quero abraçá-lo e fazer carinho nele. Quero vê-lo sorrir. Ele voltou a desenhar... se eu lhe der materiais de pintura, isso vai deixá-lo muito feliz.
Mandei uma mensagem para o Ariel e, pelas minhas palavras, ele já percebeu que era eu. Ariel realmente me conhece bem. Ele é tão fofinho.
Eu o convidei para jantar comigo hoje à noite. Vamos ter outro encontro romântico.
- Com licença, senhor. - diz Carlos, entrando na sala. - Os documentos estão prontos. - acrescenta, colocando-os sobre a mesa.
Agora é horário de almoço e estou no refeitório da empresa.
Fico observando Carlos enquanto ele come. Ele ainda está muito abatido por causa da Clara. Mesmo depois de ela tê-lo traído, ele ainda se preocupa com ela e manda mensagens. Ele tenta fazer isso discretamente, mas eu percebo.
De repente, alguém tropeça e deixa cair a bandeja. Os restos de comida acabam sujando meu sapato.
- Senhor, eu sinto muito! - diz a mulher, desesperada. Seu rosto está completamente pálido.
Olho ao redor e vejo todos horrorizados. Parece até que ela cometeu um crime.
Se fosse o meu antigo eu, essa mulher estaria em uma situação complicada... mas eu não sou mais assim.
- Está tudo bem. - digo, enquanto pego um lenço e limpo meu sapato. - Foi só um acidente.
O fim do expediente finalmente chegou. Contei os minutos até chegar a hora de ir embora.
Tomei um banho e fui direto para casa. Reservei uma mesa em um restaurante bem chique, com um clima romântico, é claro.
Quando cheguei em frente de casa, Ariel já estava me esperando no portão. Ele sorriu assim que viu meu carro se aproximar.
Nossa... Ariel é tão lindo. Meu coração acelera só de olhar para ele.
- Aonde vamos? - pergunta Ariel, enquanto abre a porta do carro e entra.
- É um lugar legal. - digo, com um leve sorriso, olhando para ele.
- É bom te ver de novo, Victor Uchiha. - diz Ariel, com um sorriso.
- Por que você me compara com o Sasuke? - pergunto, confuso, enquanto começo a dirigir. - Por acaso ainda me acha frio e insensível?
- Não é isso. - diz Ariel, sem jeito.
- O Sasuke é mal. Não se esqueça de que ele tentou matar a Sakura duas vezes. - digo firmemente. - Eles são um casal bem problemático.
- Eu não te acho parecido com o Sasuke por causa das suas atitudes duvidosas. - diz Ariel, com firmeza. - Vocês têm personalidades parecidas, mas com caracteres totalmente diferentes.
- Desculpa... é que eu me lembrei do jeito como eu te tratava antes. - digo, pensativo.
- Vamos esquecer o passado. - diz Ariel, enquanto toca na minha mão sobre o volante. - O importante é como o nosso relacionamento vai fluir a partir de agora.
Finalmente chegamos ao restaurante. É um restaurante à beira de um rio, e Ariel ama a vista para a água.
- Nossa... a lua fica tão linda refletida na água. - diz Ariel, maravilhado, enquanto se apoia na barra de proteção. Ele fica encarando o rio.
- Você tem razão. - digo, enquanto o abraço por trás.
Ficamos admirando a água por alguns segundos. Depois, seguimos para a nossa mesa e nos sentamos.
- Esse lugar é muito lindo. - diz Ariel, olhando ao redor.
- Eu sabia que você iria gostar. - respondo, satisfeito.
De repente, Ariel tira algo do bolso. É uma pequena bola transparente com um líquido dentro.
- O que é isso? - pergunto, confuso.
- É uma poção. - diz Ariel, colocando-a na minha mão. - Se o líquido dentro ficar vermelho, significa que você me matou na minha vida passada.
- Ainda bem que não ficou vermelho. - brinco, enquanto observo a pequena esfera.
- Isso pode me ajudar a descobrir quem é o assassino. - diz Ariel, pegando a esfera de volta e guardando-a no bolso. - Já que ele me matou na última vida.
- Aqui está, senhor. - diz o garçom, entregando o cardápio.
- Vamos fazer o pedido, Victor. - diz Ariel, enquanto pega o cardápio.
Já fizemos o pedido e agora estamos conversando enquanto comemos.
- E quanto ao Do-hyun? Você parou de dar atenção ao que ele fala? - pergunta Ariel, antes de levar o garfo à boca.
- Ele parou de me incomodar. Eu encontrei um jeito de fazê-lo calar a boca. - digo, firmemente.
- Que bom que você desligou as vozes da sua cabeça. - diz Ariel, soltando uma leve risada.
- Fico feliz em ver você tão sorridente. - digo, satisfeito. - Mas tem uma coisa que vai te deixar ainda mais feliz.
Faço um sinal para o garçom, e ele logo traz uma caixa, colocando-a sobre a mesa.
- O que é isso? - pergunta Ariel, confuso, enquanto o garçom posiciona a caixa diante dele.
- É um presente para você, flor de cerejeira. - digo, todo bobo, observando a felicidade surgir no rosto dele.
- Flor de cerejeira? - diz Ariel, incrédulo.
- Não pense que estou apenas repetindo o que o Do-hyun disse. - digo, apoiando os cotovelos na mesa e o queixo sobre as mãos. - Eu te vejo como uma flor de cerejeira há muito tempo. Ele só disse em voz alta o que eu já pensava... aquele invejoso.
- Não crie rivalidade com o Do-hyun. Afinal, vocês são a mesma pessoa. - diz Ariel, me olhando com firmeza.
- Abra a caixa. - digo, empolgado. - Tenho certeza de que você vai amar.
Ariel começa a abrir a caixa. Seus olhos se arregalam assim que vê o que tem dentro.
- Victor! - diz Ariel, emocionado, enquanto tira os materiais de pintura da caixa. - Obrigado!
Ele abraça as tintas, fecha os olhos e permanece assim por alguns segundos.
- Eu sei que, por minha culpa, você deixou de pintar. - digo, de cabeça baixa. - Vou fazer de tudo para você recuperar sua inspiração.
- A minha inspiração já voltou, meu amor. - diz Ariel, enxugando as lágrimas. - Ela acabou de voltar.
- Então eu vou me encarregar de mantê-la para sempre. - digo, enquanto me levanto e o abraço. - Eu nunca mais vou te fazer chorar.
- Obrigado, Victor. - diz Ariel, com um sorriso, enquanto me abraça.
De repente, o celular de Ariel começa a tocar, interrompendo nosso momento romântico.
- Por que tantas mensagens de uma vez? - diz Ariel, surpreso, enquanto tira o celular do bolso.
Assim que desbloqueia o aparelho, ele abre as mensagens... e seu rosto fica pálido.
- Victor! - diz Ariel, assustado.
- O que aconteceu? - pergunto, aflito, pegando o celular de sua mão.
Fico chocado com o que vejo. São fotos enviadas por um número desconhecido: fotos minhas e de Ariel - desde o momento em que chegamos, passando por quando estávamos observando a água, até nós sentados à mesa.
E há uma legenda abaixo:
"Vejo que está muito feliz."
- Victor... tem alguém nos espionando. - diz Ariel, assustado, olhando ao redor do salão. - Eu estou com medo.
- Calma, amor. Eu estou aqui. - digo, abraçando-o. - Não vou deixar ninguém te machucar.
- Eu quero ir embora. - diz Ariel, visivelmente abalado.
- Tudo bem. - respondo, colocando o braço em volta de seus ombros. - Vamos para casa.
Chegamos em casa, e Ariel ainda está muito nervoso. Fiz um chá de camomila, e agora ele está tomando. Estamos sentados no sofá da sala.
- Não acredito que agora tenho um stalker. - diz Ariel, um pouco mais calmo.
- Não se preocupe, eu não vou deixar ninguém te machucar. - digo, firmemente.
- Você poderia deixar o Do-hyun assumir o controle? - diz Ariel, apreensivo. - Eu não sei se vou conseguir dormir sozinho hoje.
- Não se preocupe, eu durmo com você. - digo, tocando na mão dele.
- Victor, não quero que você se sinta obrigado. - diz Ariel, com cuidado. - Você ainda nem chegou à fase final. Ainda há um longo caminho pela frente.
- Quem disse que não? - digo, confiante. - Eu fiz um quiz no trabalho, e lá diz que já estou apaixonado por você.
- O quê? - diz Ariel, incrédulo, levando a mão à boca. - Isso aconteceu muito rápido... você pulou um monte de fases.
- Eu não sei em que momento isso aconteceu... mas já faz um tempinho que estou com muita vontade de te encher de beijos. - digo, sem tirar os olhos dos lábios dele.
- Em que momento você ficou assim? - diz Ariel, corado e incrédulo, cobrindo os lábios com a mão. - Só tivemos dois encontros... como você se apaixonou tão rápido?
- Eu não sei... só sei que estou com vontade de te beijar agora. - digo, aproximando meu rosto.
- Victor... - diz Ariel, tímido, escondendo o rosto atrás da almofada.
- Por que está tão tímido comigo? - sussurro no ouvido dele.
- Com o Do-hyun você já fez muito mais do que beijar.
Ariel então abaixa a almofada. Ele se aproxima e me dá um selinho suave.
- O que sentiu? - pergunta, apreensivo, enquanto se afasta um pouco.
- Um beijinho não é o suficiente pra saber - sussurro, antes de chegar mais perto dos seus lábios.
Os lábios do Ariel são como um ímã, me atraem com uma força irresistível.
- Eu estou apaixonado por você - sussurro enquanto nos beijamos.
Ariel sobe em cima de mim e se senta nas minhas coxas. Começamos a nos beijar intensamente, e não consigo controlar meu corpo - acabo ficando excitado.
- Victor Uchiha? - diz Ariel, surpreso, após perceber, já que ele estava sentado bem em cima de mim.
- Ariel, eu nunca fiz isso. - digo, apreensivo, com o coração acelerado. - Você vai ter que me ensinar.
- Vem. - diz Ariel, me puxando. - Vamos para o quarto.
Seguimos de mãos dadas até o quarto.
- Eu esperei cinco anos por esse momento. - diz Ariel, me encarando fixamente.
Não digo nada. Apenas me aproximo e começo a beijá-lo.
Em um piscar de olhos, já estávamos sem roupa. Mesmo depois de cinco anos de casamento, tivemos, enfim, a nossa primeira noite de núpcias.
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PermalinkQuem mandou as fotos do restaurante sabia onde eles iam jantar, e o Victor marcou tudo no meio do expediente. Eu ficaria de olho no Carlos, né, com a história da Clara ainda mal resolvida.
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