O Ariel tem razão na conta do tempo pra trocar de roupa e entrar no lago. Pra mim o homem da Clara já era, e quem some com as saídas fechadas é alguém de crachá do zoológico.
Meu décimo assassino da máscara de caveira
Pensamento
O Ariel tem razão na conta do tempo pra trocar de roupa e entrar no lago. Pra mim o homem da Clara já era, e quem some com as saídas fechadas é alguém de crachá do zoológico.
Conteúdo da publicação
Domingo, 21/01/2024
O assassino está em cima de Clara. Ela grita desesperadamente por ajuda. Como ele acabou de sair da água, está completamente molhado.
Ele passa lentamente os dedos ao redor dos olhos de Clara, como se estivesse admirando algo precioso. Quero fazer alguma coisa... mas meu corpo está tremendo.
O assassino então puxa um punhal.
Crio coragem e corro na direção deles.
- Ariel, não! - grita Victor, desesperado, tentando me segurar.
Assim que me aproximo, dou um chute certeiro que faz o assassino cair de volta no lago.
- Vem, Clara! - digo, pegando sua mão e ajudando-a a se levantar.
- Ariel, ele disse que ia arrancar meus olhos! - diz Clara, horrorizada, enquanto tenta se equilibrar.
- Vai ficar tudo bem agora. Vamos sair daqui. - digo, puxando-a.
- Aaaagh! - grita Clara.
Quando me viro, vejo o assassino saindo da água e vindo na nossa direção. Ele empunha o punhal e se prepara para nos atacar.
De repente, Victor surge e segura o braço do assassino. Os dois começam a lutar.
- Corra e peça ajuda! - digo para Clara.
Ela sai correndo completamente desesperada. Tropeça, mas continua correndo.
O assassino derruba Victor no chão. Ele tenta cravar o punhal em Victor, mas Victor segura firme o punho do assassino, lutando para impedir o golpe.
Agarro o assassino por trás e seguro a mão em que ele está segurando o punhal. Ele então me dá uma cabeçada para trás. Fico desorientado. Em seguida, ele me acerta outra cabeçada, e eu acabo caindo no chão.
O assassino se levanta e tenta fugir. Victor tenta impedi-lo, mas o homem dá um soco forte que o joga no chão.
Logo depois, o assassino sai correndo.
- Victor! - grito, enquanto corro até ele.
Victor desmaiou com o golpe.
Os funcionários do zoológico chegam logo em seguida.
- Vocês estão bem? - pergunta um deles, aproximando-se.
- Rápido, ele correu para ali! - digo, desesperado, apontando na direção por onde o assassino fugiu.
- Bloqueiem todas as saídas! - ordena um dos funcionários, enquanto fala pelo rádio.
- Victor, por favor, acorde. - digo, preocupado, tocando em seu rosto.
Victor começa a abrir os olhos.
- Você está bem?
- É tão bom assumir o controle de novo. - diz Victor, tocando no meu rosto.
- Do-hyun! - digo, surpreso.
- Era para vocês terem fugido. - diz ele, levantando-se. - Vocês se arriscaram enfrentando o assassino.
- Eu não ia fugir e deixar ele matar aquela mulher. - respondo, firmemente.
A personalidade do príncipe Do-hyun assumiu o controle do corpo de Victor mais uma vez.
Nós fomos até a praça de alimentação. Clara estava conversando com os policiais. Ela foi a primeira vítima do Devorador de Íris que foi atacada e sobreviveu para contar a história.
Agora sabemos mais sobre o perfil do assassino: ele é alto, usa roupas pretas e uma máscara de caveira.
O homem que estava com Clara é o principal suspeito, já que desapareceu. Mas eu não acho que seja ele. Afinal, ele sumiu e o assassino apareceu logo em seguida. Não daria tempo de trocar de roupa tão rápido e ainda entrar no lago sem ser visto.
Ou ele é cúmplice do assassino... ou o assassino o matou.
Isso explicaria o seu desaparecimento.
Todas as saídas do zoológico foram fechadas, mas infelizmente o assassino conseguiu fugir. Não entendo como ele consegue escapar sem ser visto. É como se tivesse uma capa de invisibilidade.
Depois de conversar com Clara, os policiais vieram falar comigo e com Victor. Nós demos nosso depoimento e descrevemos as características do assassino.
Quando saímos do zoológico, o local estava repleto de repórteres. Eles queriam uma entrevista exclusiva com os três que sobreviveram ao ataque do Devorador de Íris. Clara, mesmo ainda em choque, deu uma entrevista. Já eu e Victor não. Apenas seguimos em direção ao carro.
- Eu vou dirigir. - diz Victor, entrando no banco do motorista.
- Mas você não sabe dirigir. - digo, confuso, enquanto entro no carro.
- Quem disse? - responde ele, ligando o carro. - Eu observei direitinho como o Victor fazia.
- E ele? Victor, você está aí? - pergunto, olhando para ele.
- Está sim. Agora ele é as vozes da minha cabeça. - diz Victor, com um sorriso, enquanto começa a dirigir.
O príncipe Do-hyun é completamente diferente de Victor. Victor é sério e, mesmo quando sorri, é um sorriso suave, sem mostrar os dentes. Já Do-hyun é mais sorridente e muito mais alegre.
Mas logo me lembro de que Do-hyun estava enganando Victor sobre seus verdadeiros sentimentos.
Cruzo os braços e fecho a cara.
- O que foi? - pergunta Victor, lançando-me um rápido olhar.
- Lembrei que você é um egoísta... e ainda encheu a cabeça do Victor de mentiras. - digo, com rancor.
- Me desculpa, amor. O que eu podia fazer? Eu te amo. Ver o Victor se aproximar de você me deixou cego de ciúmes. - diz Victor, em um tom claramente arrependido.
Chegamos em casa e nos deparamos com minha mãe, minhas irmãs e o pai de Victor na sala. Ariana logo se levanta e me abraça.
- Já ficaram sabendo do ocorrido? - pergunto, enquanto sou abraçado por Ariana. - Está tudo bem, eu estou bem. - acrescento, fazendo carinho em suas costas.
- Está em todas as redes sociais. - diz minha mãe.
- Agora a polícia sabe as características do assassino. Isso vai ajudar nas buscas. - diz Victor.
Olho para Ana e, como sempre, ela está fria. Acho que ela nem se importaria se o assassino tivesse me matado ou não.
As únicas pessoas de quem sinto uma preocupação sincera são Ariana e o pai de Victor.
Eles ficaram para o almoço. Todos perceberam que a personalidade de Victor estava diferente, mas ninguém tocou no assunto.
Depois que finalmente todos foram embora, Victor corre e me abraça por trás.
- Finalmente estamos sozinhos! - diz Victor, contente, enquanto me abraça por trás. - Sentiu minha falta, flor de cerejeira?
- Flor de cerejeira? - digo, todo bobo.
- Você é lindo e delicado como uma flor. - diz Victor, me apertando mais. - De quem você gosta mais? De mim ou do Victor? - pergunta ele, apreensivo.
- Nossa, do nada! - digo, surpreso.
- Eu sei que é de mim. - diz Victor, confiante.
- Eu gosto de você... mas também gosto do meu Victor Uchiha. - digo, virando-me e apertando as bochechas de Victor.
- Dá para você parar de gritar? - diz Victor, incomodado, enquanto pressiona a testa com as mãos. - O Victor é chato. Por que ele não cala a boca e vai para o canto? Quero privacidade com você.
- Acho isso bem improvável de acontecer. - digo, rindo.
- Problema dele. - diz Victor, antes de me puxar para um beijo. - Adoro seus lábios... - murmura Victor, enquanto me beija.
Começamos a nos beijar, até que Victor morde meu lábio.
- Ai! - grito, empurrando Victor. - Você me mordeu? - digo, incrédulo.
- Me desculpa! - diz Victor, desesperado, enquanto observa meus lábios. - Por um momento eu perdi o controle.
- O Victor está furioso porque estou te beijando.
- O Victor fez isso? - digo, chocado.
Victor está com ciúmes. E a raiva dele foi tanta que assumiu o controle do corpo por um segundo.
- Controle seu temperamento, Victor. - diz Victor, irritado. - Você machucou os lábios do Ariel.
- Chega de beijo por um tempo. - digo, massageando meus lábios. - Não quero levar outra mordida.
Eu e Victor nos deitamos e ficamos assistindo a alguns filmes. Ficamos abraçados, mas sem muito contato físico.
Amanhã vou olhar o livro de feitiços. Preciso encontrar um jeito de juntar esses dois.
Segunda-feira, 22/01/2024
É de manhã, e estou tomando café com Victor. A televisão está ligada e só se fala sobre o Devorador de Íris e sobre como está indo a investigação.
- Bom dia. - diz Carlos, enquanto chega.
- Bom dia. - digo junto com Victor.
Olho para Carlos e percebo que ele ainda parece preocupado, além de abatido.
- Você parece preocupado. - comento.
- Estou preocupado com a Clara. E se o assassino quiser atacá-la de novo? - diz Carlos, aflito.
- Não acho que ele consiga chegar perto dela. A polícia está no pé dele. - respondo.
- Desculpa por ficar falando dos meus problemas pessoais. - diz Carlos, sem jeito. - Senhor, houve um pequeno problema na fábrica. Temos que ir lá o mais rápido possível. - acrescenta, olhando para Victor.
- Você resolve isso, porque eu não vou trabalhar hoje. - diz Victor, antes de levar a xícara à boca.
- Por quê? - pergunto, confuso.
- Porque quero passar o dia com você. - responde Victor, com naturalidade. - Meu secretário pode resolver isso.
- Nada disso. Você tem que ser responsável. Você administra uma empresa. - digo, firmemente. - Se não quer fazer isso, então deixe o meu Victor Uchiha assumir o controle.
- Mas...
- Victor, oriente ele. - digo, interrompendo-o. - Ensine Vossa Alteza a administrar um negócio.
- Está bem, então. - diz Victor, frustrado, enquanto se levanta.
- Tenha um ótimo dia de trabalho. - digo, antes de lhe dar um beijo leve, sem exagero.
Victor, contra a própria vontade, foi trabalhar. Afinal, se ele quer assumir a vida de Victor, também precisa assumir as responsabilidades.
Subo para o meu quarto e pego o livro. Preciso encontrar um jeito de resolver essa situação de dois em um.
- Livro, como posso resolver a situação do Victor? - digo, encarando as páginas.
Mas as páginas não se mexem. Então começo a folheá-las manualmente. De repente, uma poção chama a minha atenção.
- Poção do Ceifeiro da Morte. - começo a ler em voz alta. - Essa poção revela quem te matou na vida passada.
Nossa... que interessante.
Se alguém que me matou na vida passada tiver contato com o líquido, a poção
ficará vermelha. Assim, ficará confirmado que essa pessoa derramou meu sangue naquela vida.
Com essa poção, posso descobrir quem é o Devorador de Íris, já que ele matou a mim e a Victor na vida passada.
Thoughts
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PermalinkO Victor mordendo o Ariel no meio do beijo de ciúme do próprio corpo kkk daí o Ariel suspendendo os beijos até segunda ordem.
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PermalinkO Ariel tem razão na conta do tempo pra trocar de roupa e entrar no lago. Pra mim o homem da Clara já era, e quem some com as saídas fechadas é alguém de crachá do zoológico.
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